segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Crítica: A Malvada




A Malvada (All about Eve, 1950) marcou a história do cinema. Frequentemente entre as listas dos maiores filmes de todos os tempos, este filme (em preto & branco, aliás) faz por merecer. "A Malvada" do título é Eve Haarrington (Anne Baxter), uma "fã" da grande estrela do teatro Margo Channing (Bette Davis) que vai fazendo de tudo para se tornar Margo, ocupar seu lugar no teatro e na sua vida pessoal. Eve acaba se mostrando uma das piores vilãs do cinema. Ela não mata, nem tenta matar ninguém, mas faz pior ao mentir, enganar, chantagear, ameaçar tudo para conseguir o que deseja. Não é á toa que Eve é considerada pela lista da AFI (American Film Institute) a 18° maior vilã do cinema. E não é só Anne Baxter que arrasa interpretando a dissimulada Eve (sinceramente, nos primeiros 40 minutos você pensa que Eve é uma verdadeira santa), mas também Bette Davis como a diva do teatro que já passa dos 40 anos; Celeste Holm como a sra. Lloyd, melhor amiga de Margo e casada com o grande roteirista (Hugh Marlowe); e ainda Thelma Ritter como a hilária empregada de Margo, Birdie e George Sanders como o crítico Addison DeWitt (Sanders ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação). Birdie e DeWitt são os únicos que não acreditam na história de Eve.
Com atuações e diálogos marcantes (como por exemplo,quando DeWitt enfrenta Eve), o filme recebeu 14 indicações ao Oscar (feito depois só igualado por Titanic) e ganhou 6, incluindo Melhor Filme. Foi a única vez na história do Oscar que um filme teve quatro mulheres concorrendo a prêmios de atriz ( Bette Davis e Anne Baxter ao Oscar de Melhor Atriz; e Celeste Holm e Thelma Ritter ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante). Aliás, este filme é dito como o ponto alto da carreira da grandíssima atriz Bette Davis.
A Malvada é um daqueles filmes que todos deveriam ver. Um filme com excelentes atuações, cenas, diálogos, personagens e falas marcantes ("Apertem os cintos. Será uma noite turbulenta"-Margo "Davis").

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