quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Crítica: Pânico

File:Scream movie poster.jpg

Pânico (Scream, 1996) surpreende já nos primeiros quinze minutos, com o prólogo com Casey (Drew Barrymore). Alguém liga pra ela que está sozinha (será?) em casa. A voz do outro lado da linha começa a falar coisas horríveis para ela  dizendo que vai matá-la, estripa-la. Enquanto ela começa a ficar assustada, a voz resolve fazer um jogo: se ela acertar a pergunta que ele fizer seu namorado vive; ao contrário, ele morre. A pergunta é sobre filmes de terror. Isso e a pergunta que ele faz pra ela logo no ínicio da conversa ("What's your favorite scary movie?") - Qual o seu filme de terror favorito? acertam em cheio colocando os personagens vivendo o roteiro de um filme de terror  e ao mesmo tempo brincando com os filmes de terror e seus clichês.Os assasinatos ao longo do filme se mostram como tendo uma vítima maior, Sidney (Neve Campbell) que perdeu a mãe assasinada um ano antes. Será que os assasinatos estão interligados? E quem é o assasino?
O filme consegue misturar sustos com boas piadas, muitas ridicularizando os clichês dos filmes de terror. E se você espera com muita violência não é esse o filme certo pra você. Sim, há mortes e sangue mas não são do tipo Jogos Mortais. A morte mais "nojenta", é a de Casey que acaba pendurada numa árvore com as tripas pra fora. O trio de protagonistas (Campbell, Courteney Cox e David Arquette) estão ótimos e ainda bem que sobreviveram durante os quatro "Pânicos".Wes Craven, considerado o mestre dos filmes de terror, que tem no seu currículo o primeiro A Hora do Pesadelo, Quadrilha de Sádicos e toda a série Pânico, dirigiu uma obra-prima que  reinventou o terror em meados da década de 90. Se me perguntarem hoje "What's your favorite scary movie?" minha resposta com certeza será Pânico.

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