domingo, 22 de abril de 2012

Crítica: Cleópatra



Cleópatra, o filme que conta a história da mais famosa governante do Egito e seus amores Júlio César e Marco Antônio, marcou época como uma das maiores produções já feitas. Lançado em 1963, se seu orçamento (44 milhões de dólares, na época) fosse ajustado pela inflação, os gastos para produzi-lo chegariam a quase 340 milhões de dólares. Pórem, nas bilheterias o filme arrecadou 57 milhões, na época (o que hoje seriam incríveis 534 milhões). Só que somente metade (26 mi, portanto) foram para o estúdio 20th Century Fox, que por isso quase foi a falência (se não fosse por um certo filme chamado A Noviça Rebelde que foi extremamente popular e salvou o estúdio).
Cleópatra é um épico com visuais impressionantes. Dá pra se ver o porque de tanto dinheiro gasto. O filme também fornece boas performances de Elizabeth Taylor e Rex Harrison. Mas o filme peca com seu tempo de duração: as vezes parece que as 4 horas de filme poderiam ter sido mais resumidas. E acaba que o foco do filme não é Cleópatra mas sim Júlio César (nas primeiras duas horas) e Marco Antônio (nas últimas duas horas), sendo Cleópatra apenas a ligação entre os dois. Com certeza se você é fãs de épicos (ainda mais daqueles que tentam ser os mais grandiosos posssivéis) vai gostar deste filme. No final, se fosse aguenta as 4 horas,acaba achando que vale a pena. Mas é claro que este épico está longe de ter a qualidade de outros como ...E O Vento Levou ou Ben-Hur, estes sim que justificam seus longos tempos de duração (3:50 e 3:30, respectivamente).

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