sábado, 28 de abril de 2012

Crítica: Os Dez Mandamentos



Sou um fã confesso de épicos, especialmente os mais antigos. Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956) é mais um épico de longa duração (2hrs39min), grande elenco (70 personagens possuem diálogos no filme) e efeitos especiais primorosos para a época. Tudo isso para contar uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos: a de Moisés, narrada no Êxodo, na Bíblia. O filme narra desde quando Bithian acha o bebê Moisés na cesta no rio até seus últimos dias, passando pela libertação dos hebreus e o recebimento das tábuas com os dez mandamentos.
Ao contrário de Cleopátra, este épico nem parece ser tão longo. Isso porque há todo o momento fatos importantes acontecem. As atuações são ótimas especialmente de Charlton Heston como Moisés, Yul Brynner como Ramsés II, Edward G. Robson como Datã e Anne Baxter como Nefretiri. Aliás, Anne acaba sendo a grande surpresa do filme, já que sua atuação (e a sua personagem) garantem muitas cenas boas. Os efeitos, como já disse, também são ótimos. Como exemplo temos as cortinas de fogo e a divisão do mar. Claro que comparados com os efeitos de hoje em dia, as cenas são bem falsas, mas se pensarmos no ano do lançamento do filme (1956) veremos como os efeitos são bons. E claro, o filme tem a  marca registrada de Cecil B. DeMille que dirigiu outros épicos como Cleópatra (a de 1934) e Sansão e Dalila (1949) mas que tem em Os Dez Mandamentos sua obra-prima e com certeza não só mais um épico mas um dos melhores. 

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