sábado, 28 de abril de 2012

Crítica: Os Outros



É muito difícil, hoje em dia, alguém conseguir realizar um filme de suspense em que o terror não se faz presente graficamente. No entanto, há 11 anos, Alejandro Amenábar (diretor e roteirista de Os Outros (The Others, 2001)) conseguiu tal feito. A história de Grace Stewart (Nicole Kidman) que vive numa enorme mansão numa ilha remota no Reino Unido com seus dois filhos, Anne e Nicholas mostra como se fazer um fascinante filme de suspense. As crianças possuem uma rara doença que as impede de entrar em contato com a luz do sol ao que tudo indica, a casa em que vivem está sendo assombrada por fantasmas.
É bom destacar que o que cria os sustos no filme é, em grande parte, a aura da casa. São longos corredores, que ficam na maior parte do tempo escuros por causa da doença das crianças (ótima sacada de Amenábar) e do lado de fora a névoa espessa circunda a casa. Nicole Kidman está perfeita com sua atuação. Ela não interpreta aquela mocinha histérica que grita por qualquer coisa, mas sim uma mulher normal que está de frente com uma situação sobrenatural e desesperadora. De boas atuações, também temos Fionnula Flanagan como a babá suspeita e a pequena Alakina Mann como Anne. Também não posso deixar de destacar o final. Os últimos trinta minutos são totalmente assustadores, tensos, incríveis e, acima de tudo, surpreendentes. Com uma qualidade primorosa, Os Outros é uma obra de suspense/terror muito acima das demais. Altamente recomendável.

                                                           

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