sábado, 22 de setembro de 2012

Crítica: Ted


Ted é o primeiro filme para cinema do criador de uma das séries (animadas ou não) aclamadas da atualidade Uma Família da Pesada, Seth MacFarlane. E é um ótimo começo.
Ted é a história de um cara de 35 anos chamado John e, seu melhor amigo, um urso de pelúcia chamado Ted que, graças a um milagre de natal, é um ser vivo. Eles são interpretados por Mark Wahlberg e o próprio MacFarlane (com a técnica de performance capture). Completando o elenco está Mila Kunis como a namorada de John, Lori.
A premissa do filme é, no mínimo, interessante. Porém, uma boa premissa nem sempre garante um bom filme. Mas este é um caso em que garante. Apesar da história "melhor amigo" x "namorada da minha vida" ser um pouco comum, a trama é hilária demais para que isso atrapalhe. O humor varia de inteligente (e algumas piadas mais  focadas nos norte-americanos acabam sendo um pouco dificeis de entendermos) a escatológico (o cocô da prostituta), passando por várias piadas com cultura pop (o filme Flash Gordon, por exemplo, que garante várias piadas da trama) e ofensas a celebridades (e aí sobram para Katy Perry, Susan Boyle, Alf -aquele et judeu do seriado de televisão- e diversos outros). O mix é muito bacana.
Apesar de algumas cenas meio soltas da trama, escritas somente para gerar situações engraçadas, a história é boa. Sobre as atuações Wahlberg e Kunis estão ótimos mas quem rouba as cenas é mesmo o urso Ted (afinal, o título do filme é seu nome e grande parte das cenas giram em torno dele- incluindo o clímax).
No final, Ted mostra que seu criador soube passar muito bem seu humor da televisão para o cinema numa ótima comédia.

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