quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Crítica: Frankenweenie




Simplesmente um dos melhores filmes do ano. É isto que é Frankenweenie, a animação em stop-motion, mais recente trabalho de Tim Burton. Vamos aos motivos desta minha afirmação.

O filme conta a história de Victor Frankestein, um jovem garoto cientista que ressuscita seu cachorro Sparky, que morrera atropelado por um carro. A história é muito boa. Os diálogos, as cenas, tudo tem um propósito para a evolução da história. A animação não só presta homenagem ao filme Frankenstein de 1931, mas sim a todos os filmes de terror daquela época. E Frankenweenie, apesar de ser um filme animado, não deixa de ser um filme de terror. Uma comédia de terror aliás, com uma dose de drama. A morte de Sparky por exemplo, mesmo você sabendo que ela não é definitiva, ainda é uma cena triste de se assistir. Quando a animação, mais elogios: os designs dos bonecos dos personagens são excelentes assim como o da cidade de New Holland. O 3D só realça os visuais (e, por consequência, a atmosfera) do filme, e por isso é muito recomendável. A trilha sonora, presença marcante em todos os filmes de terror, é excelente, inspirada diretamente pelos antigos filmes de terror.
Além de tudo, temos o ótimo clímax. Ao contrário de muitos filmes de terror de hoje, não é um fantasma ou um demônio o vilão do filme. Mas sim diversos monstros. Quer dizer, vilã mesmo é a ignorância das pessoas de New Holland, que simplesmente condenam a ciência e acham esquisito qualquer coisa que venha dela. Afinal, a ciência responde perguntas (ou cria respostas) que não queremos ouvir. E essa lição esta bem presente seja no livro ou no filme Frankenstein ou na animação Frankenweenie. E por último vale um elogio ao trabalho de vozes de todos os atores que acaba por só enriquecer o filme.
Frankenweenie não é só o melhor filme de animação do ano até agora e um dos melhores filmes de Tim Burton, mas também um dos melhores filmes de 2012. Totalmente recomendável!

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