sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Crítica: Psicose

Psicose (Psycho, 1960) é uma das muitas maravilhas criadas por Alfred Hitchcock. Nesse filme, o diretor mostra com todas as letras porque ele é conhecido como "O Mestre do Suspense".
O filme conta a história de uma jovem chamada Marion Crane (interpretada por Janet Leigh - mãe de Jamie Lee Curtis) que rouba US$40.000 de um cliente de seu chefe, pois precisa do dinheiro para ajudar o seu namorado Sam Loomis (John Gavin). Marion foge com o dinheiro em seu carro. E numa noite chuvosa, comete seu maior erro: decidi parar para descansar no Motel Bates, administrado por Norman Bates (Anthony Perks) que vive lá sozinho com sua velha mãe.
Bem, todo esse intrigante começo, leva a uma das cenas mais famosas do cinema. O assasinato no chuveiro. Sim aquela cena infame que todo o mundo já ouviu falar. Na época, extremamente polêmica. Afinal ela está nua (apesar de não aparecer) e o assassinato é mostrado (apesar de sem muito sangue). O que fez com que o filme ganhasse no Brasil uma classificação de 18 anos- que deveria ser urgentemente revista. O máximo que esse filme merece é 14 anos. Continuando... Antes da ótima cena do chuveiro, temos um excelente diálogo, digno de nota, entre Marion e Norman na saleta ao lado da recepção. Ainda há a atmosfera assustadora que é criada. Quer dizer, um motel quase deserto na beira da estrada, um enorme casarão ao fundo, um funcionário estranho, uma noite chuvosa e, por último, uma velha senhora assassina, tudo em preto e branco... quer clima mais assustador que esse? Isso tudo complementado com, indiscutivelmente, uma das melhores trilhas sonoras do cinema, de Bernard Herrmann. A música da cena do chuveiro só a intensifica. É difícil pensar nela sem essa música, como Hitchcock queria inicialmente.
Depois desse início temos o começo da investigação atrás de Marion. O mistério é brilhantemente conduzido. Temos mais ótimos diálogos e cenas excelentes no Motel Bates. Vale destacar a cena em que o detetive particular investiga a casa de Bates e as cenas de Sam e a irmã de Marion (Vera Miles) no Motel e na casa de Bates, também.
Psicose talvez seja o melhor filme de Alfred Hitchock. É difícil imaginar que Alfred não levou o Oscar de Melhor Diretor pra casa e que Psicose não levou nenhum dos quatro a que foi indicado (e nem concorreu a Melhor Filme ou Melhor Trilha Sonora). Justiça seja feita, Psicose é um dos melhore filmes de todos os tempos!

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