sábado, 12 de janeiro de 2013

Crítica: A Bruxa de Blair


Se filmes no estilo "Found Footage" (filmagens encontradas - aquele em que o filme é gravado com câmeras amadoras pelos próprios personagens) estão na moda ultimamente, vale dizer que A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999) foi um dos percursores e um dos melhores do gênero até hoje.
O filme, pioneiro em ter uma campanha de marketing quase que inteiramente virtual, conta a história de três estudantes (Heather, Josh e Mike) que decidem se aventurar nas florestas da cidade conhecida antigamente como Blair para gravar um documentário sobre uma lenda local: A Bruxa de Blair. O que vemos são as filmagens que os três estudantes fizeram antes de "desaparecerem".
O que esse filme tem de melhor é ter sido gravado por câmeras de mão pelos próprios personagens. Assim, nós espectadores temos a mesma visão que os estudantes. Por isso, a Bruxa nunca dá as caras no filme. O terror provocado pelo filme vem simplesmente das nossas mentes em grande parte. Sem monstros, sem assassinos mascarados, sem mortes horríveis. Os sustos vem apenas de sussurros, gritos, barulhos e bonecos de madeira pendurados em árvores. E claro do ambiente onde o filme se passa quase que inteiramente: uma floresta (que de noite fica extremamente assustadora por si só).
Além dos ótimos sustos que o filme garante, devem ser dados elogios ao elenco: os três protagonistas dão atuações e falas críveis para a situação em que estão, fazendo com que o filme realmente pareça as gravações de três jovens que se perderam numa floresta. A situação dos três vai da extrema alegria ao desespero, passando pelas brigas.
E o melhor do filme: o ato final. Primeiro temos o ótimo monólogo de Heather com a câmera, pedindo desculpas a todos afinal o projeto e a ideia eram dela. E depois o clímax numa casa abandonada (supostamente, a casa da Bruxa). Com um ambiente assustador e uma ótima cena final (e inesperada, até) os últimos dez minutos são os mais assustadores e o de maior tensão.
A Bruxa de Blair é um terror que demonstra como se usar com maestria o recurso de "filmagens encontradas" e que comprova que ser perseguido por algo que não sabe-se o que é numa floresta escura é uma das premissas mais assustadoras já levadas para as telas de cinema.

2 comentários:

  1. Gostei do seu estilo. Ja to te seguindo! Espero que possamos trocar umas figurinhas =)

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  2. Obrigado, Nani! Também gostei de seu blog e já estou te seguindo de volta!

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