quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Crítica: Lincoln


Lincoln (2012), mais novo filme do diretor Steven Spielberg, não é um filme que narra a vida inteira do 16° presidente americano. Ao contrário, a película foca quase que inteiramente em um mês da vida dele: Janeiro de 1865; e nos esforços do Presidente e seus aliados para conseguir a aprovação da 13ª Emenda. Esta garantiria a abolição da escravatura nos E.U.A. principal motivo da Guerra Civil Americana que já dura quatro anos e centenas de milhares de mortos.
Os dois pontos mais fortes do filme já seriam suficientes para carrega-lo nas costas: os excelentes (vários) diálogos do ótimo roteiro que garantem cenas excelentes e a atuação do protagonista Daniel Day-Lewis como o presidente Abraham Lincoln. Uma atuação sóbria, sem exageros e de uma competência extraordinária. O personagem retratado no filme se torna extremamente simpático para o público, e não só por causa de sua luta contra a escravidão. E claro, outras atuações devem ser destacadas: não só as dos indicados ao Oscar Sally Field como Mary Todd, a primeira dama, e Tomy Lee-Jones como Thaddeus Stevens, um democrata abolicionista fervoroso, mas de praticamente todo o elenco secundário.
E, é claro, além das ótimas produções técnicas e trilha sonora do filme, não posso esquecer de mencionar a direção impecável de Steven Spielberg. O diretor demonstra porque é tão elogiado, conhecido e admirado no mundo artístico.
Lincoln é um filme de qualidade impecável, que justifica todas as 12 indicações ao Oscar que tem. E, quem sabe, as vitórias que terá.

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