segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Crítica: O Corcunda de Notre Dame


O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame,1996) é, de longe, um dos filmes mais sombrios da Disney. Um dos filmes da ótima era conhecida como Renascença Disney (fase que durou de 1989 a 1999 e incluiu todos os clássicos lançados nesse período), é baseado no livro de mesmo nome de Victor Hugo. O 34° Clássico Disney se passa no século XV e conta a história de Quasimodo, um jovem de 20 anos que tem uma deformidade e vive preso na Catedral pois seu "mestre" Frollo não acha que uma aberração como ele deve frequentar as ruas. Mas no dia do Festival dos Tolos, Quasimodo sai para a rua e acaba conhecendo a cigana Esmeralda, por quem se apaixona. Porém, Frollo fará de tudo para exterminar os ciganos de Paris e principalmente, Esmeralda.
Um filme maravilhoso, um musical inesquecível. As músicas são muito bonitas e, como num bom musical, não cansam que o espectador. A animação da Disney é impecável, desde os personagens aos cenários de Paris, incluindo, claro a a Catedral Notre Dame. Os clássicos Disney sempre são marcantes por seus vilões, desde seu início com a Rainha Má de Branca de Neve, e aqui não é uma exceção. O Juiz Claude Frollo é um dos piores vilões do cinema. Mata a mãe de Quasimodo, é obrigado a cuidar do garoto mas o mantém trancado na Notre Dame e humilha o pobre corcunda. E Frollo é um dos prinicipais motivos para assistir o filme. A história é bem construída e termina com um ótimo clímax, com rios de lava descendo a catedral e inundando as ruas lá embaixo enquanto Frollo tenta matar de uma vez por todas Quasimodo e Esmeralda.
Entre todas as sequências musicais que incluem a bonita God Help the Outcasts por Esmeralda, o desabafo de Quasimodo "Out There" e a estonteante "The Bells of Notre Dame", a melhor é, com certeza, Hellfire, de Frollo. A música é cantada enquanto ele fala sobre o desejo sexual que tem sobre Esmeralda e pede ajuda a Maria e tem versos (fortes) como "Like Fire/Hellfire/This Fire in my Skin/Is burning/Desire/Is turning me to sin/It's not my fault".
Apesar do filme ser extremamente dramático, as gárgulas (que são vivas e não apenas alucinações do Corcunda) Victor, Hugo e Laverne garantem ótimos alívios cômicos. O filme não é tão infantil assim, e é bastante sombrio. Afinal ele lida com temas como Inferno, Pecado e injustiça social, tem visuais sombrios de Notre Dame, mostra Frollo confessando que sente atração sexual pelo corpo de Esmeralda (e por isso quer tanto matá-la, já que ela não quer nada com ele) e mostra o Juiz matando a mãe de Quasimodo, além de incendiar uma casa com os moradores trancados dentro dela. Mas isso só deixa a história ainda melhor.
O Corcunda de Notre Dame demonstra mais uma vez que a maioria dos Clássicos Disney são ótimos filme. Graças a temas sombrios, protagonistas carismáticos, um vilão extremamente marcante, uma boa história e ótimas musicas, é um musical mais que recomendável.

2 comentários:

  1. Quando eu era pequena tinha muito medo do filme. Quando assisti há pouco tempo, pude apreciar melhor seus elementos, como as ótimas músicas e o tema bastante forte para uma animação da Disney. Apesar de sombrio o filme é muito bonito, e consegue balancear alguns momentos de tensão com outros leves ou bem humorados. Particularmente a loucura e o fanatismo de Frollo ainda me assustam! Boa crítica.

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    1. Obrigado! Eu lembro que quando eu era criança Notre Dame era um dos meus filmes de animação favoritos, junto com A Pequena Sereia, Monstros S.A, Cinderela,Procurando Nemo,etc...

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