quarta-feira, 24 de abril de 2013

Crítica: Oblivion


Oblivion (2013) se passa numa terra pós-apocalipse, em 2077. Uma batalha de proporções épicas foi travada em nosso planeta contra uma raça alienígena que primeiro absorveu nossa Lua para depois atacar de fato a Terra. Os seres humanos ganharam a batalha mas tiveram uma grave perda: o planeta, que ficou completamente devastado, inabitável. Os sobreviventes viram-se obrigados a ir para Titã, uma lua do planeta Júpiter e lá residem. Na Terra, Jack Harper (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Risebourgh) formam uma equipe responsável por "limpar" qualquer alienígena que ainda vive por aqui, com a ajuda de poderosas armas, os drones, e devem sempre reportar os resultados de suas missões para o Tet, uma estrutura militar que orbita a Terra. Entretanto, algumas revelações surpreendentes começam a surgir depois que Jack salva uma humana, Julia (Olga Kurylenko) e encontra um misterioso humano, Malcolm (Morgan Freeman).
Oblivion é dirigido por Joseph Kosinski, cujo trabalho anterior havia sido Tron: O Legado. E tivemos uma grande evolução de lá pra cá. Não na direção de Kosinski que era boa e continua assim, mas na qualidade do filme em geral. O Legado tinha uma história que não empolgava, o que é diferente aqui. Temos uma boa história e ainda que o roteiro tenha algumas falhas, ela é bem desenvolvida no geral.
Já as imagens de Oblivion são talvez o maior destaque. Com ótimos efeitos especiais dignos de seu orçamento de US$120 milhões, o filme consegue impressionar os olhos dos telespectadores com belas cenas de uma terra devastada. Entre os outros méritos do filme estão boas atuações do elenco (especialmente Tom Cruise) e uma boa trilha sonora. Ah, e vale uma última observação: Morgan Freeman aparece nos trailers e posters do filme como se seu tempo de tela fosse quase tão grande quanto o de Tom Cruise, mas não é o que acontece. Pelo contrário, Morgan só aparece em menos de meia das duas horas de filme.
Tudo bem que seu roteiro e seus temas parecem ter sido reciclados de outros filmes (melhores) de ficção científica e a ação do filme não é tudo aquilo que se poderia esperar, mas Oblivion dá conta do recado: entreter quem vai ao cinema assisti-lo.

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