domingo, 7 de abril de 2013

Crítica: A Vila


Depois de M. Night Shyamalan ter feitos dois filmes excelentes (O Sexto Sentido e Sinais) todos pensavam que seu próximo filme seria de igual qualidade. Mas, eis que veio A Vila (The Village, 2004).
O filme conta a história de um grupo de moradores de uma vila, em 1887. Só que na floresta que limita esta vila vivem criaturas carnívoras conhecidas como "Aqueles de Quem Não Falamos". Por isso, jamais deve-se tentar atravessar a floresta. Outra proibição desta estranha vila é a cor vermelha. E ainda há uma certa caixa preta misteriosa que ninguém, com exceção dos guardiões da vila, pode abrir. No meio da história temos o guardião chefe Edward Walker (William Hurt) que tenha uma filha cega Ivy (Bryce Dallas Howard) apaixonada por Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) filho de Alice (Sigourney Weaver). Lucius, entretanto, quer ir contra as regras da vila e cruzar a floreta para ir as cidades ("lugares malvados" onde "pessoas malvadas" vivem) em busca de medicamentos que a vila não possui.
Com uma história dessas, muita coisa boa poderia ter sido feita. Mas não é isso que Shyamalan faz. Ele vai arrastando a sua narrativa sem nenhuma tensão, suspense ou sustos até a meia hora final. No durante temos boas atuações do elenco, claro, e até um romancezinho bacana, mas praticamente só. Temos um ataque das criaturas mas que dura tão pouco e tem uma cena de "salvamento" em câmera lenta tão desnecessária (que chega a ser patética) que nem chega a dar arrepios em nossa espinha. E assim a trama continua, inclusive com uma Sigourney Weaver subaproveitada, até a meia hora final quando aí sim temos alguns sustos e as revelações dos segredos. Mas a grande reviravolta que o diretor sempre fez em seus filmes (veja, como mais óbvio exemplo, O Sexto Sentido) aqui não tem nada de surpreendente. Pelo que os personagens vão falando durante o filme e pelos próprios acontecimentos do filme, ele chega a ser muito previsível.
Antes de encerrar, devo dar dois elogios merecidos a A Vila: uma ótima trilha sonora (de James Newton Howard) e um bom trabalho de câmera.
No final, não temos nada que relembre o suspense, tensão e sustos que encontramos nas grandes obras de M. Night Shyamalan citadas no primeiro parágrafo dessa crítica. Temos só um filme regular com boas atuações, trilha sonora e fotografias mas que se esquece do que tornou os dois filmes de terror anteriores do diretor tão bons.

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