sexta-feira, 24 de maio de 2013

Crítica: Jogos Mortais II


Sim, eu já disse aqui que não gosto de filmes com forte tortura ou ultra-violência, a la O Albergue ou a franquia Jogos Mortais. Mas, amigos + sábado a noite + escolha do filme por votação = assistir a Jogos Mortais II um tanto quanto obrigado.
E, para minha surpresa, devo dizer que nem o achei tão forte assim. Claro que há algumas cenas difíceis de olhar, mas, no final das contas, foi assistivel (pelo menor para mim). Jogos Mortais II traz novamente a ação o maníaco Jigsaw (Tobin Bell) que agora está morrendo com câncer. O detetive Eric Matthews (Donnie Wahlberg) está investigando um brutal assassinato cometido por ele e chega até Jigsaw. Entretanto, o psicopata acaba de iniciar um novo jogo: oito pessoas estão presas dentro de uma casa em que um gás mortal está sendo lançado. Eles tem duas horas para acharem os dois antidotos escondidos na casa antes de morrerem. Dessas 8 pessoas, 6 foram incriminadas por Eric, outra é seu filho Daniel e outra é Amanda (Shawnee Smith) uma vítima de Jigsaw do primeiro filme.
E, quando o jogo de fato começa, acompanhamos uma competição de gato e rato. Jigsaw dita as regras e, como aprendemos, sobreviver ao jogo exige, então, algumas mutilações e membros cortados. Em termos de atuação, elas não são tão sofríveis (ok, vamos concordar que algumas das oito pessoas que estão na casa dão atuações ridiculas) com Tobin e Shawnee representando as melhores que o Jogos Mortais II tem a oferecer.
A história, se melhor conduzida, poderia ter rendido ótimos momentos. Entretanto, há muitas cenas ruins pelo caminho. A justificativa de Jigsaw para fazer o que faz não é convincente e algumas armadilhas, como a da agulha no forno, parecem não ser necessárias. O final surpresa relacionado a Amanda mais deixa dúvidas e frustrações  sobre a veracidade do jogo da casa do que causa espanto. Já a cena da armadilha da piscina de agulhas pode não ser a mais letal mas é a que consegue causar a maior aflição em quem a assiste e, se a câmera tivesse focado o rosto da vítima durante toda a sequência teria sido ainda melhor (ou pior, quero dizer). O outro final surpresa, este relacionada ao jogo de Eric para resgatar o filho é inteligente e se mantém fiel ao que foi dito: para ganhar é só não desrespeitar as regras.
Jogos Mortais II poderia ter sido muito melhor se tivesse uma condução mais eficiente e um roteiro melhor elaborado. Somando isso com um elenco um pouco melhor e um estilo que o diferenciasse mais dos outros filmes da franquia, o filme seria um ótimo terror, ao contrário desse filme regular apresentado aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário