terça-feira, 9 de julho de 2013

Crítica: Guerra Mundial Z


Guerra Mundial Z (World War Z, 2013) é o primeiro filme a realmente investir um grande orçamento nos Zumbis. Ao contrário de filmes como Eu Sou a Lenda que não tocavam de fato nos mortos-vivos (os antagonistas daquele filme são meio vampiros meio zumbis), aqui eles estão escancarados. Afinal, de alguns anos pra cá, graças a, principalmente, o seriado The Walking Dead e a série em quadrinhos sucesso de vendas que a originou, eles viraram um dos símbolos máximos da cultura pop.
E Guerra Mundial Z, dirigido por Marc Foster e com um orçamento enorme de US$190 milhões, fica longe de decepcionar. O foco principal do filme não é o terror mas sim a ação e a busca pela sobrevivência da família de Gerry Lane (Brad Pitt) e de uma possível cura para o vírus que transforma as pessoas em violentos zumbis. A ação não desaponta em nenhum momento e garante ótimas cenas como a do início na cidade de Philadelphia até os protagonistas serem resgatados no telhado de um prédio por um helicóptero e toda a sequência do muro de Jerusálem. Mas o terror também está presente nas cenas escuras, com luzes vermelhas para criar uma atmosfera e aparições repentinas. O ato final, numa sede da Organização Mundial da Saúde, garante bons momentos de tensão também. Aliás essa parte final teve que ser toda reescrita mas não há nenhum sinal claro desse problemas como erros de continuidade ou cenas mal feitas. E lendo o final original que pode ser encontrado na internet, temos que admitir que foi uma ótima ideia reescrevê-lo completamente.
A atuação de Pitt é muito boa, assim como a de todo o elenco secundário. Os efeitos especiais são muito bons e os zumbis parecem bem críveis. E ainda que nada de especial, o 3D não chega a ser desnecessário.
Ainda que falte um pouco de terror, a ação é ótima, a atuação idem e o bom roteiro fazem de Guerra Mundial Z um ótimo filme.

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