quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Jurassic Park ultrapassa o Bilhão; e os outros destaques das bilheterias

Na América do Norte: Novamente, The Butler ocupou a primeira posição nas bilheterias do último final de semana. O filme fez mais US$16 milhões e já tem US$51 mi arrecadados. Em 2°, a comédia Família do Bagulho teve a menor queda do Top 10 (apenas 27%) e fez mais US$13 milhões para um excelente total de US$91 mi. Em 3°, a estreia Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, a 3ª tentativa este ano de ser um "novo Crepúsculo" falhou enormemente. O filme fez apenas US$9 milhões (US$14 mi, contando com quarta, dia que estreou, e quinta). Isso é maior do que a 1ª tentativa do ano, Dezesseis Luas (US$8 mi) mas pior do que a 2ª, A Hospedeira (US$11 milhões). Com isso, o filme vai precisar de muita sorte para ultrapassar os US$30 milhões. Em 4°, outra estreia: O Fim do Mundo, a terceira comédia da trilogia Cornetto (um tipo de sorvete), série de filmes sem relação entre si a não ser serem excelentes, dirigidos por Edgar Wright e estrelados por Simon Pegg e Nick Frost. O filme fez US$8,8 milhões, o que é a melhor estreia para um filme da trilogia e seu total final deve ser de pelo menos US$25 milhões. Em 5°, Aviões fez mais US$8,6 milhões para um total de US$60 mi até o momento. E em 6°, Você é o Próximo, infelizmente não foi o próximo sucesso de terror este ano (após Mama, A Morte do Demônio, Noite de Crime e o mega Invocação do Mal). O filme teve que se contentar com uma estreia de apenas US$7 milhões, a pior do ano para o gênero, e com isso será difícil para ele ultrapassar a marca dos US$18 mi.

No Resto do Mundo: Jurassic Park 3D teve uma enorme estreia no China de US$29 milhões. Isso é menos que a metade do que fez o relançamento de Titanic em 3D (US$67 mi, para um total final de mais de US$150 mi) mas ainda sim é uma estreia excelente. O relançamento do filme de 1993 já arrecadou US$90 milhões mundialmente. Somando isso com a bilheteria original do filme... Jurassic Park acaba de ultrapassar o bilhão! Esse é o 17º filme na história a conseguir tal feito. Em 2°, Elysium fez mais US$20 milhões para um total  mundial de US$140 mi. Em 3°, Universidade Monstros fez US$19,6 milhões e elevou seu total mundial a US$686 mi. É certeza que a 4ª maior bilheteria da Pixar irá passar a marca dos US$700 mi. Em 4°, Percy Jackson e o Mar de Monstros fez mais US$18 mi (total mundial de US$111 mi). Em 5°, Invocação do Mal fez US$18 milhões para um total fora da América do Norte de ótimos US$88 mi, e total mundial de excelentes US$220 mi. E em 6°, o sucesso surpresa Truque de Mestre fez US$12,5 mi, para um total mundial de excelentes US$292 mi.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

The Butler vence Kick-Ass 2; Jobs e Paranoia flopam; Elysium faz bons números

Na América do Norte: A estreia The Butler, dirigido por Lee Daniels, ficou em primeiro lugar nas bilheterias com US$25 milhões. O drama cujo público alvo é adulto e lida com temas como o preconceito racial, nos traz a mente a estreia de Histórias Cruzadas com US$26 milhões em 2011. É pouco provável que o filme se segure tão bem quanto Histórias (que ultrapassou a marca de US$160 milhões), mas ele pode sim passar dos US$100 mi. Em 2° lugar ficou o vice da semana passada também, a comédia Família do Bagulho que teve uma queda leve (apenas de 32%) e arrecadou mais US$18 milhões. Em 3°, Elysium arrecadou mais US$13,7 milhões e em 4° Aviões fez mais US$13,39 milhões para totais respectivamente de US$56 mi e US$45 mi. Em 5° ficou outra estreia (foram quatro no total), Kick-Ass 2, a continuação do filme de 2010, com US$13,33 milhões, bem abaixo dos US$20 mi do primeiro filme. Como o filme não vem sendo bem recebido, é prov´vel que sua bilheteria final seja de US$30 milhões, mais ou menos. Lá em 7° lugar, Jobs, filme sobre o criador da Apple protagonizado por Ashton Kutcher, flopou com apenas US$7 milhões. O que ajuda o filme é que seu orçamento não foi alto (apenas US$12 mi). E lá em 13° lugar, Paranoia, thriller estrelado por Liam Hemsworth, Harrison Ford e Gary Oldman (e que não tem nada a ver com o excelente filme que recebeu o título de Paranoia no Brasil, Disturbia de 2010) teve uma péssima estreia (tão ruim quanto sua recepção por crítica e público de míseros US$3,5 milhões.

No Resto do Mundo: Elysium ocupou o primeiro lugar, após ter expandido para mais 20 mercados. Seu total fora da América do Norte já está em US$37 mi, e em US$94 milhões mundialmente. Em 2°, Percy Jackson e O Mar de Monstros estreou em muitos mercados e fez US$21,5 milhões (incluindo uma ótima estreia de US$4 milhões no Brasil). Total mundial de US$76 mi. Em 3° e 4° ficaram Círculo de Fogo e Os Smurfs 2 ambos com cerca de US$20 milhões, elevando seus totais mundiais para US$384 mi e US$208 mi. Quanto a Círculo, uma curiosidade. O filme já fez US$100 milhões na China o que é mais até do que seu total na América do Norte (US$98 mi). E em 5°, Meu Malvado Favorito fez mais US$19,5 milhões para um total mundial de US$782 mi. Até sexta o filme ultrapassará Velozes & Furiosos 6 para se tornar a 2ª maior bilheteria do ano até agora.

sábado, 17 de agosto de 2013

Crítica: Percy Jackson e O Mar de Monstros


Sobre a fonte que originou o filme dessa crítica, eu sei. Eu já li os cinco livros que compõem a série Percy Jackson e os Olimpianos e os três até agora lançados da série seguinte, Os Heróis do Olimpo, todos de autoria do Rick Riordan. Então, quando eu vi o primeiro filme, fiquei meio decepcionado com quão diferente ele era de sua fonte. Foi um bom filme, mas ficou a sensação de que, se ele fosse mais fiel a obra original, poderia ter sido bem melhor.
Então, mais de três anos após o primeiro, chega o segundo filme de Percy: Percy Jackson e O Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters, 2013). Dessa vez, Percy (interpretado por Logan Lerman), Annabeth (Alexandra Dadario), Grover e Tyson tem que partir em uma missão para achar o Velocino de Ouro, a única solução para que se proteja o acampamento Meio-Sangue(que é onde vivem os semideuses- filhos dos deuses gregos com mortais). O problema é que o Velocino esta no Mar de Monstros e haverá muito obstáculos pelo caminho, incluindo o retorno do vilão do primeiro filme, Luke, que tentará ressuscitar o Titã Cronos (que, nos livros, viria a se tornar o principal vilão).
E novamente faltou uma maior fidelidade a obra original. Há muita coisa que é feita de maneira diferente do livro e muita coisa que nem está presente no filme. E são coisas que comprometem o filme, que teria ficado muito melhor se elas tivessem sido incluídas. Mas ainda assim o filme consegue entreter. As referências a mitologia grega ainda são divertidas e os efeitos especiais são muito bons (o 3D também é agradável). E as atuações dos protagonistas são ótimas também. Além disso, a batalha final contra Luke e Cronos na Circelândia foi muito bem feita, apesar de se resolver um tanto rápido demais e eu em particular não ter gostado muito do visual do Titã.
No final, para que esse filme fosse ótimo, ao invés de apenas um entretenimento passageiro, falta só ser fiel a fonte original. Só resta torcer para que, caso o terceiro livro, Percy Jackson e a Maldição do Titã, venha a ser adaptado ao cinema, a grau de fidelidade seja a principal mudança em relação a O Mar de Monstros.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Elysium, Millers, Aviões e Percy estreiam; Smurfs e Círculo de Fogo continuam fazendo bons números

Na América do Norte: Esse último foi um final de semana bem atribulado nas bilheterias. Quatro filmes estrearam (dois na quarta e dois na sexta) e ocuparam as quatro primeiras posições das bilheterias. Em 1° lugar ficou Elysium, o mais novo filme do diretor Neill Blomkamp do excelente Distrito 9. O filme protagonizado por Matt Damon fez US$30 milhões, o que é uma boa quantia para um filme original de ficção científica mas um tanto abaixo dos US$37 mi que Distrito 9 fez em sua estreia. Distrito, ao contrário de Elysium não tinha nem um protagonista nem um diretos famoso (na época, Neill era desconhecido), apesar de ter tido um produtor famoso (Peter Jackson), o que acaba fazendo com que a estreia de Elysium pareça ainda pior. É pouco provável que o filme passe os US$100 milhões de bilheteria final. Em 2° lugar, Família do Bagulho (cujo título original se traduzido seria um bem melhor "Nós somos os Millers") a comédia estrelada por Jennifer Aniston e Jason Sudenkis fez US$26 milhões (US$37 desde sua estreia na quarta-feira), o que é uma ótima quantia. Há muitas chances do filme passar dos US$100 mi por lá. Em 3°, Aviões,o spin-of não-Pixar de Carros, fez US$22 milhões. Essa é uma boa estreia, que se torna melhor ainda quando analisamos que o custo de produção foi de apenas US$50 milhões. Assim, o filme deverá se tornar um bom lucro para a Disney que já tem a sequência desse filme agendada para ano que vem. Em 4°, Percy Jackson: O Mar de Monstros fez US$14 milhões no final de semana e US$23 desde sua estreia na quarta-feira. Essa quantia é bem abaixo do que o primeiro filme fez em 2010 no mesmo número de dias (US$41 milhões). E em 5°, o vencedor da semana passada, Dose Dupla teve uma forte queda (de 58%) com tanta concorrência e fez mais US$11 mi para um total de US$49 milhões até o momento.

No Resto do Mundo: Os Smurfs 2 ficou em primeiro lugar, depois de ter sido derrotado semana passada por Círculo de Fogo, com US$35 milhões. São muitas as chances desse filme não conseguir alcançar a marca mundial dos US$400 milhões (ele tem US$157 mi, até o momento) enquanto o primeiro filme fez US$564 mi. Em segundo, Círculo de Fogo fez mais US$33 milhões depois de ter estreado nos três últimos grandes mercados (Brasil, Japão e Espanha) e seu total mundial está em US$345 milhões (e deve passar os US$400 mi, no final, o que é muito bom para um filme original sem uma mega estrela no elenco). Em terceiro, Wolverine - Imortal fez mais US$18 milhões para um total mundial de US$308 mi. E em quarto, O Cavaleiro Solitário estreou em vários países importantes mais US$15 mi, elevando seu total mundial a pouco menos de US$200 milhões, o que é péssimo (já o filme em si, eu vi no cinema, e devo dizer que não foi ruim - foi um bom filme até, mas bem longe de ser ótimo). Ah, e vale dizer que Guerra Mundial Z se tornou o filme de maior bilheteria mundial da carreira de Brad Pitt após ter cruzado a marca dos US$500 milhões. O blockbuster surpresa também é a maior bilheteria de Pitt na América do Norte

sábado, 10 de agosto de 2013

Crítica: Círculo de Fogo


E como é bom saber que filmes como Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) ainda existem. É um filme que abraça a sua natureza de blockbuster, com uma simplicidade e leveza raras aos sucessos atuais, mas tudo sem esquecer de que a qualidade é e sempre será o principal.
Círculo de Fogo conta a história de uma terra futurista que começa a ser invadida por monstros gigantes (conhecidos como Kaiju) vindos de uma fenda no Oceano Pacífico. Para lidar com os monstros, nós humanos desenvolvemos o projeto Jaeger, robôs gigantes que tem que ser controlados por dois seres humanos cada, atráves de uma neuroconexão. Anos depois, o projeto Jaeger está prestes a ser desativado, mas seu líder, o marechal Stacker Pentecost (Idris Elba), tem um plano final para acabar de uma vez com os Kaiju, que estão cada vez mais perigosos e atacando com mais frequência. E para isso ele contará com Raleigh Becket (Charlie Hunnam) e Mako Mori (Rinko Kikuchi), um ex-piloto de Jaeger que largou os robôs gigantes após uma grande perda e uma jovem que auxilia o marechal e quer ser a co-piloto do Gipsy Danger, o Jaeger de Raleigh.
E mesmo que o planeta Terra venha lidar com uma tragédia tão grande não há um clima de "fim do mundo" por trás do filme. Os maiores dramas não são mundiais, mas pessoais. Raleigh, Mako, Stacker, todos tiveram suas perdas e problemas o que faz com que nossa ligação com os personagens seja facilmente realizada e contribui para o ótimo desenvolvimento dos personagens. Nós entendemos suas angústias e desejos, e torcemos por eles. As atuações são muito boas, o que ajuda, óbvio. Além disso, os cientistas Newton (Charlie Day) e Hermann (Burn Gorman) dão uma comicidade extra ao filme, especialmente o primeiro.
As batalhas que entrelaçam todos esses personagens, entre os Kaiju e os Jaeger são muito bem feitas e lindas visualmente (o sangue os Kaiju, por exemplo, é de um lindo azul fluorescente), com o ótimo jogo de cores (feito no filme inteiro aliás, com as cenas trocando entre o azul, o vermelho, o amarelo). Os efeitos especiais de Círculo de Fogo são simplesmente perfeitos (claro, com um orçamento de US$190 milhões) e tudo fica ainda melhor num 3D que realmente compensa. E é óbvio que para lidar com tudo isso e fazer com que tudo funcione tão bem temos o ótimo diretor e roteirista Guillermo del Toro.
Faltam filmes como Círculo de Fogo, que mesmo lidando com temas tão épicos consegue ser simples e leve mas sem esquecer do que é necessário para ter uma qualidade tão alta. E que no final, certamente deixa todo o público do cinema satisfeito - e querendo um Gipsy Danger para ir combater um Kaiju por aí.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Análise: A Guerra das Animações no Verão 2013

O verão 2013 do título dessa postagem se refere ao verão na América do Norte, que é o período entre Maio e Agosto em que acontecem os principais lançamentos do ano. Os grandes blockbusters que não são lançados nessa época são então lançados em Novembro e Dezembro, normalmente.
Universidade Monstros, Meu Malvado Favorito 2, Turbo, Os Smurfs 2 e Aviões. O que esses filmes tem em comum? Todos são filmes de animação cujo público alvo são as famílias (leia-se pais e filhos pequenos juntos). Então, se todos eles tem o mesmo público alvo eles devem ter sido lançados com pelo menos um mês ou três semanas entre cada um, não é? Bem, isso seria o ideal mas não foi nem um pouco o que aconteceu neste ano.
Tudo começou quando Universidade Monstros foi lançado no dia 21 de Junho, um mês inteiro depois da última animação O Reino Escondido. Mas menos de duas semanas depois, no dia 3 de Julho já saiu o grande blockbuster Meu Malvado Favorito 2. Exatas duas semanas se passaram e no dia 17 de Julho saiu Turbo que duas semanas depois já teve que enfrentar a estreia de Os Smurfs 2 dia 31. E pouco mais de uma semana depois de Smurfs, dia 9 de agosto, já estreará Aviões. Resultado final: Apenas Universidade Monstros e Meu Malvado Favorito 2 fizeram sucesso. Era bem provável que se houvesse tido mais tempo entre um filme e outro suas bilheteria seriam maior: isso é bem exemplificado por Monstros que estava no caminho para fazer US$300 milhões por lá mas com a concorrência de Malvado 2 terá que se contentar com uma bilheteria final pouco mais que US$260 mi. Turbo deverá ser a menor bilheteria para a DreamWorks Animation desde 2006 e Os Smurfs 2 terá uma bilheteria final de cerca de metade da de seu antecessor. Já para Aviões, ainda não dá para afirmar já que o filme ainda não estreou mas como ele inicialmente seria lançado direto em DVD, é provável que seu custo de produção foi baixo exigindo menos de filme nas bilheterias para ser um sucesso.
Mundialmente as coisas estão melhores: Meu Malvado 2 lidera a lista de bilheterias com US$715 milhões, depois vem Universidade Monstros com US$614 milhões, ambas ótimas quantias. Turbo e Os Smurfs 2 devem ter uma bilheteria final mundial de US$250 e US$450 milhões respectivamente, uma quantia mais ou menos e outra muito boa, apesar de inferior ao original.
E para quem acha que Hollywood aprendeu uma lição com essa verdadeira guerra animada nas bilheterias, acertou. Ano que vem há apenas 3 filmes animados entre Maio e Agosto (O Bom Dinossauro, Como Treinar o seu Dragão 2 e Aviões 2), ao contrário desse ano com 6 filmes: os 5 analisados mais O Reino Escondido.

domingo, 4 de agosto de 2013

Crítica: Anjos da Lei


Anjos da Lei (21 Jump Street, 2012) sabe como fazer o público rir. Baseado na série dos anos 80, o filme com ótima direção de Chris Miller e Phil Lord conta a história dos policiais Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Chaning Tatum) que depois de uma falha na prisão de um traficante são remanejados para um projeto da polícia que involve colocar agentes disfarçados nas escolas para interceptar e prender traficantes de drogas. Assim, além de cuidar de uma investigação os dois melhores amigos terão que voltar a lidar com os problemas do Ensino Médio.
Anjos da Lei é uma das melhores comédias dos últimos anos. Todas as piadas e situações colocadas são ótimas e ajuda muito a ótima atuação dos protagonistas. Tatum e Hill estão hilários e só contribuem para o excelente roteiro de Michael Bacall. Mesmo sendo baseado de uma série dos anos 80, ele consegue atualizar tudo para a década atual muito bem e ainda fazer piada com isso; exemplos disso: os jovens populares daquela época não são os mesmos de hoje em dia, naquela época era comum que eles telefonassem uns para os outros  enquanto hoje só se manda mensagens, e muito mais. Além disse o filme ainda faz graça com os clichês de filmes de ação (e as explosões sempre esperadas nas cenas de perseguição), com os estereótipos de personagens usado por tantos filmes (policial negro irritado, bonitão burro, baixinho nerd inseguro), cita filmes e faz uma piada hilária sobre como a geração atual tem mania de pegar os produtos dos anos 80 e fazer uma versão nova esperando que o público não perceba - sendo que Anjos da Lei mesmo é um (ótimo) fruto dessa mania. Ah, e o filme ainda tem uma ótima (e breve) participação de um dos atores da série original.
Anjos da Lei tem tudo que uma comédia precisa ter: é muito engraçado, tem ótimas atuações e consegue encaixar muito bem todas as piadas e situações no contexto geral da história ao invés de jogá-las soltas no contexto como muitos filmes fazem. É classificada como uma comédia adolescente e eu sou um, mas posso garantir que vai divertir grande parte dos adultos também.

sábado, 3 de agosto de 2013

Crítica: Wolverine - Imortal


Depois do filme - ou melhor, erro - X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, 2009, fazer um novo filme solo do mutante que fosse melhor do que o anterior não era tarefa difícil. Mas, Wolverine - Imortal (The Wolverine, 2013) não se limita só a ser melhor do que Origens - ele é um ótimo filme de super-herói também.
Wolverine - Imortal adapta a famosa saga do mutante nos quadrinhos "Eu, Wolverine" e quem interpreta o personagem título é Hugh Jackman mais uma vez - o ator já ficou tão ligado a esse personagem para o público que é difícil imaginar outro no futuro assumindo o papel. No filme, Logan (o Wolverine, para os desavisados) é levado ao Japão, convencido pela boazinha-embora-letal mutante vidente Yukio (Rila Fukushima), para se despedir de Yashida, um homem extremamente rico que Logan salvou décadas atrás. Só que, na verdade, o que Yashida quer é a imortalidade de Wolverine, proposta que, por mais interessante que seja, ele não está disposto a aceitar. Então, a viagem do mutante ao Japão vai lhe reservar algumas surpresas como o letal Clã das Sombras, a vilã Víbora e uma batalha mortal com o Samurai de Prata; e também conhecerá a bela Mariko (Hiroyuki Sanada), neta de Yashida.
Wolverine- Imortal utiliza um bom tempo de sua duração fazendo algo que os filme de super-heróis as vezes dedicam bem menos tempo - o desenvolvimento dos personagens. Todo o início e o meio do filme, apesar de algumas (muito boas) cenas de ação, busca aprofundar as motivações e preocupações dos personagens. Afinal, apesar de já conhecermos Wolverine, há ainda vários personagens que nem sabíamos que existiam antes do filme. Então, com ótimas atuações, tudo em termos de desenvolver os personagens fica ótimo, com exceção do romance entre Mariko e Logan que parece começar um tanto de repente, mas tudo bem. Para o terceiro ato sobra, portanto, uma enorme mudança de ritmo. Entra a ação, as batalhas finais e os inimigos explicando seus planos, mesmo que não seja necessário toda a explicação. A ação do ato final é boa e a vilã Víbora, apesar de um tanto cartunesca, é malvada e garante boas cenas. Os efeitos especiais estão bons (mas não há nenhum que seja de tirar o fôlego) e o 3D é ok. Pontos extras vão para os cenários, afinal o filme se passa no Japão ao contrário da maioria nos Estados Unidos e há uma cenas que exploram bem isso.
Wolverine - Imortal é um ótimo filme de super-herói. Resgatando o mais conhecido mutante dos X-Men, o novo filme solo dele tem suas falhas mas certamente não decepciona o espectador.