sábado, 10 de agosto de 2013

Crítica: Círculo de Fogo


E como é bom saber que filmes como Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) ainda existem. É um filme que abraça a sua natureza de blockbuster, com uma simplicidade e leveza raras aos sucessos atuais, mas tudo sem esquecer de que a qualidade é e sempre será o principal.
Círculo de Fogo conta a história de uma terra futurista que começa a ser invadida por monstros gigantes (conhecidos como Kaiju) vindos de uma fenda no Oceano Pacífico. Para lidar com os monstros, nós humanos desenvolvemos o projeto Jaeger, robôs gigantes que tem que ser controlados por dois seres humanos cada, atráves de uma neuroconexão. Anos depois, o projeto Jaeger está prestes a ser desativado, mas seu líder, o marechal Stacker Pentecost (Idris Elba), tem um plano final para acabar de uma vez com os Kaiju, que estão cada vez mais perigosos e atacando com mais frequência. E para isso ele contará com Raleigh Becket (Charlie Hunnam) e Mako Mori (Rinko Kikuchi), um ex-piloto de Jaeger que largou os robôs gigantes após uma grande perda e uma jovem que auxilia o marechal e quer ser a co-piloto do Gipsy Danger, o Jaeger de Raleigh.
E mesmo que o planeta Terra venha lidar com uma tragédia tão grande não há um clima de "fim do mundo" por trás do filme. Os maiores dramas não são mundiais, mas pessoais. Raleigh, Mako, Stacker, todos tiveram suas perdas e problemas o que faz com que nossa ligação com os personagens seja facilmente realizada e contribui para o ótimo desenvolvimento dos personagens. Nós entendemos suas angústias e desejos, e torcemos por eles. As atuações são muito boas, o que ajuda, óbvio. Além disso, os cientistas Newton (Charlie Day) e Hermann (Burn Gorman) dão uma comicidade extra ao filme, especialmente o primeiro.
As batalhas que entrelaçam todos esses personagens, entre os Kaiju e os Jaeger são muito bem feitas e lindas visualmente (o sangue os Kaiju, por exemplo, é de um lindo azul fluorescente), com o ótimo jogo de cores (feito no filme inteiro aliás, com as cenas trocando entre o azul, o vermelho, o amarelo). Os efeitos especiais de Círculo de Fogo são simplesmente perfeitos (claro, com um orçamento de US$190 milhões) e tudo fica ainda melhor num 3D que realmente compensa. E é óbvio que para lidar com tudo isso e fazer com que tudo funcione tão bem temos o ótimo diretor e roteirista Guillermo del Toro.
Faltam filmes como Círculo de Fogo, que mesmo lidando com temas tão épicos consegue ser simples e leve mas sem esquecer do que é necessário para ter uma qualidade tão alta. E que no final, certamente deixa todo o público do cinema satisfeito - e querendo um Gipsy Danger para ir combater um Kaiju por aí.

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