sábado, 3 de agosto de 2013

Crítica: Wolverine - Imortal


Depois do filme - ou melhor, erro - X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, 2009, fazer um novo filme solo do mutante que fosse melhor do que o anterior não era tarefa difícil. Mas, Wolverine - Imortal (The Wolverine, 2013) não se limita só a ser melhor do que Origens - ele é um ótimo filme de super-herói também.
Wolverine - Imortal adapta a famosa saga do mutante nos quadrinhos "Eu, Wolverine" e quem interpreta o personagem título é Hugh Jackman mais uma vez - o ator já ficou tão ligado a esse personagem para o público que é difícil imaginar outro no futuro assumindo o papel. No filme, Logan (o Wolverine, para os desavisados) é levado ao Japão, convencido pela boazinha-embora-letal mutante vidente Yukio (Rila Fukushima), para se despedir de Yashida, um homem extremamente rico que Logan salvou décadas atrás. Só que, na verdade, o que Yashida quer é a imortalidade de Wolverine, proposta que, por mais interessante que seja, ele não está disposto a aceitar. Então, a viagem do mutante ao Japão vai lhe reservar algumas surpresas como o letal Clã das Sombras, a vilã Víbora e uma batalha mortal com o Samurai de Prata; e também conhecerá a bela Mariko (Hiroyuki Sanada), neta de Yashida.
Wolverine- Imortal utiliza um bom tempo de sua duração fazendo algo que os filme de super-heróis as vezes dedicam bem menos tempo - o desenvolvimento dos personagens. Todo o início e o meio do filme, apesar de algumas (muito boas) cenas de ação, busca aprofundar as motivações e preocupações dos personagens. Afinal, apesar de já conhecermos Wolverine, há ainda vários personagens que nem sabíamos que existiam antes do filme. Então, com ótimas atuações, tudo em termos de desenvolver os personagens fica ótimo, com exceção do romance entre Mariko e Logan que parece começar um tanto de repente, mas tudo bem. Para o terceiro ato sobra, portanto, uma enorme mudança de ritmo. Entra a ação, as batalhas finais e os inimigos explicando seus planos, mesmo que não seja necessário toda a explicação. A ação do ato final é boa e a vilã Víbora, apesar de um tanto cartunesca, é malvada e garante boas cenas. Os efeitos especiais estão bons (mas não há nenhum que seja de tirar o fôlego) e o 3D é ok. Pontos extras vão para os cenários, afinal o filme se passa no Japão ao contrário da maioria nos Estados Unidos e há uma cenas que exploram bem isso.
Wolverine - Imortal é um ótimo filme de super-herói. Resgatando o mais conhecido mutante dos X-Men, o novo filme solo dele tem suas falhas mas certamente não decepciona o espectador.

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