terça-feira, 24 de setembro de 2013

Crítica: As Bem-Armadas


As Bem-Armadas (The Heat) é uma comédia policial estrelada por Sandra Bullock e Melissa McCarthy. Na trama a Agente Especial do FBI, Ashburn (Bullock) se vê obrigada a juntar forças com a detetive Mullins (McCarthy) para investigarem um esquema de tráfico de drogas em Boston. Mas, antes elas terão que começar a se entender.
As Bem-Armadas não traz nada de novo e original. Você já viu comédias que exploram a amizade entre dois policiais ao mesmo tempo que eles investigam um caso e já viu tanto Sandra Bullock e Melissa McCarthy interpretando papéis similares. Mas isso não tira nem um pouco a graça desse filme. As duas atrizes demonstram mais uma vez sua eficiência para a comédia e tem um roteiro, de Katie Dippold, bem engraçado em mãos. Não há como não dar boas risadas com cenas como há da boate logo no inicío da investigação, ou com a cena da operação improvisada das duas para salvar um cara que engasgou com a comida. Claro que esses são apenas dois exemplos; há muito mais risadas para serem dadas  durante todo o filme e elogios devem ser dados ao diretor Paul Feig.
Sim, As Bem-Armadas está longe de ser tão bom quanto a comédia anterior do diretor, Missão Madrinha de Casamento, mas certamente é um filme que arranca boas risadas dos espectadores. E isso é o principal que você busca quando assiste a uma comédia.

sábado, 21 de setembro de 2013

Crítica: Invocação do Mal


Invocação do Mal (The Conjuring, 2013) conta a história "baseada em fatos reais" de Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga), um casal de investigadores paranormais muito famosos nos anos 70, que, entre vários casos, investigaram um tão terrível que chegou a afetar sua própria família. Esse caso foi o da família Perron, composta por mãe (Lili Taylor), pai (Ron Livingston) e cinco filhas, que recém se mudaram para uma casa. Porém, fatos estranhos começam a acontecer e, depois de presenciarem algumas aparições, eles decidem procurar ajuda do casal Warren.

Invocação do Mal é um filme de terror excelente. O filme tem ótima direção de James Wan, e é tecnicamente muito bem feito. Os movimentos e as trocas de câmera são algo de especial que o filme tem. Elas ajudam a criar os sustos que o filme entrega tão bem, como, por exemplo, com situações longas em que o foco vai variando entre os vários personagens na casa, indo da sala, pro quarto, pra cozinha, pro porão... Afinal, é muita gente numa casa só: além do casal Warren e da família Perron temos ainda um policial e um ajudante dos paranormais, totalizando 11 (!) pessoas. Isso deixa o espectador alerta buscando saber de onde virá os sustos e eles vem de vários lugares e várias vezes (pelo filme todo e não só nessas situações, aliás).
Outra coisa que destaca o filme são as atuações (de Wilson, do elenco infantil de seis garotas-além das filhas dos Perron há a filha dos Warren), todas muito boas, mas com destaque especial a das mulheres Vera Farmiga e Lili Taylor. A personagem de Vera já passou por um grande susto num caso do passado e consegue ver coisas que os outros não conseguem; assim a atriz tem que passar para o público o que ela vê, mesmo antes de nós sabermos: é só reparar na cena em que Lorraine entra pela primeira vez na casa mal-assombrada e faz algumas caras feias que só mais adiante descobriremos o motivo. Já Lili é a perfeita vítima de filmes de terror: ao mesmo tempo que tenta controlar sua família e manter a calma, não é idiota na hora de perceber que há algo estranho e ir buscar ajuda.
Invocação do Mal ainda tem várias cenas marcantes, que você provavelmente não vai esquecer logo, como a das palmas na brincadeira de esconde-esconde (que está num dos trailers), a cena da boneca Annabelle, a cena em que os personagens conseguem registrar evidências concretas da assombração (em que várias coisas assustadoras acontecem, principalmente assombrações) e o clímax com a conjuração, do título original do filme. Conjuração, para quem não sabe, são palavras mágicas para afugentar o demônio.
É difícil dizer o que poderia ter sido feito de diferente nesse filme, já que ele supostamente respeita os fatos reais em que foi baseado, mas mesmo que não fosse não há nada que deveria precisaria ser alterado. Tudo que vem nas quase duas horas de duração de Invocação do Mal compensa e vale muito a pena.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sobrenatural 2 tem excelente estreia; e mais sobre as bilheterias

Na América do Norte: Sobrenatural - Capítulo 2 estreou na Sexta-Feira 13 e conseguiu números excelentes. O terror arrecadou mais de US$40 milhões, sendo a 2ª maior estreia de terror do ano (atrás somente de Invocação do Mal). Essa quantia é três vezes a estreia do filme original, em Abril de 2011 e Sobrenatural 2 já é o quinto filme de terror esse ano a estrear com mais de US$25 milhões (só para reenfatizar o quanto este está sendo um ano espetacular pro gênero). E uma curiosidade: tanto esse filme, quanto Invocação do Mal tem como diretor James Wan, fazendo com que essa seja apenas a 2ª vez na história que um mesmo diretor tem duas estreias de mais de US$40 mi no mesmo ano. A 1ª vez foi quando os irmãos Wachowski tiveram Matriz 2 e Matrix 3 estreando em 2003. Em segundo lugar, A Família, filme de ação estrelado por Robert DeNiro e Michelle Pfeiffer e dirigido por Luc Besson fez uma boa estreia de US$14 milhões, considerando seu baixo orçamento (de US$30 mi). E em 3° Riddick 3 teve uma queda forte (de 64%) mas similar com a do filme anterior e tem arrecadado até o momento US$31 milhões.

No Resto do Mundo: Os Smurfs 2 conquistou o primeiro lugar com US$18 mi, e elevou seu total mundial a US$289 milhões bem distante dos US$563 milhões do 1° filme. Em 2° e 3° lugares ficaram, respectivamente, O Ataque e Aviões com US$13 mi e US$11 mi, para totais mundiais de US$171 mi e US$139 mi. E em 4° lugar ficou Riddick 3 com mais US$10 milhões para um total mundial de US$54 milhões.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Crítica: O Ataque


O diretor Roland Emerich é provavelmente o rei dos filmes desastre (aquele tipo de filme que foca em coisas sendo destruída), tendo no currículo Independence Day, O Dia Depois de Amanhã e 2012. Enquanto, em seu último filme, Roland destruiu o mundo todo, em O Ataque (White House Down, 2013) o diretor faz uma coisa mais minimalista: destruir a Casa Branca. Mas, não, O Ataque não é um filme desastre, mas sim um filme de ação muito bom.
O filme mostra um grupo de invasores na Casa Branca, e cabe ao herói da trama John Cale (Channing Tatum) que está na Casa no momento do ataque junto com sua filha, a proteger o presidente dos EUA, James Sawyer (Jamie Foxx) e, se possível, salvar o mundo de uma possível guerra nuclear que os invasores querem provocar.
Pela sinopse, já dá pra perceber que há vários clichês de filmes de ação aí, mas quando esses clichês são bem executados, de maneira a não deixar o espectador entediado, não há problema algum . É justamente esse o caso de O Ataque. O filme apresenta tudo de uma maneira divertida e ainda traz os protagonistas fazendo piadas (boas piadas) no meio de todo aquele caos. As cenas de ação são muito bem elaboradas, e, ainda que alguns efeitos especiais parecem um pouco falsos (nada que atrapalhe), o cenário da Casa Branca é muito bem explorado, nos conduzindo do quarto do presidente até o porão do lugar. Méritos para a competente direção de Roland.
Channing e Jamie dão ótimas atuações como os protagonistas. Eles tem uma fácil química em cena e, graças ao roteiro que usa um bom tempo apresentando os personagens ao invés de começar o ataque após os primeiros 10 minutos, estamos facilmente torcendo por eles. Elogios merecidos também ao vilão vingativo interpretado por James Woods, a filha de Channing interpretada por Joey King e a Maggie Gyllehaal como uma agente do Serviço Secreto.
O Ataque basicamente entende que quem vai assistir a esse tipo de filme busca uma diversão, algo descontraído. E é justamente isso que o filme oferece, e sem subestimar o espectador, achando que ele vai aplaudir por qualquer série de cenas de ação sem sentido com personagens para o qual você não liga a mínima, como muitos outros filme costumam fazer.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Riddick 3 e Elysium lideram um Quieto fim de semana nas Bilheterias

Na América do Norte: No final de semana mais fraco de 2013, coube a Riddick 3 estrear em 1° lugar com US$19 milhões. O filme, o terceiro da saga do personagem interpretado por Vin Diesel, teve uma estreia melhor do que As Crônicas de Riddick: Eclipse Mortal, o 1° filme que estreou com US$11 mi em 2000, mas menor do que A Batalha de Riddick, o 2° filme que estreou com US$24 mi em 2004. Porém a estreia de Riddick 3 pode ser considerada um sucesso pois esse filme custou apenas US$38 milhões, enquanto A Batalha custou US$105 mi. Em 2°, The Butler fez mais US$8 mi para um total de US$91 milhões. Em 3°, Instruções não Incluídas, uma comédia em espanhol que estrelou semana passada continua fazendo enorme sucesso. O filme fez mais US$8 milhões para um total de US$20 mi, o que já é a 10ª maior bilheteria para um filme não em inglês nos EUA. Em 4° e 5° ficaram, respectivamente, Família do Bagulho e Aviões com US$8 mi e US$4 mi, para totais de, até o momento, US$123 milhões e US$79 milhões. E em 6°,One Direction: This Is Us, o filme concerto da boyband de enorme sucesso (especialmente com as garotas adolescentes), que havia estreado em 1° lugar no fim de semana anterior, teve uma queda bem forte (de 74%) e fez mais US$4 mi para um total de US$24 mi. E por último vale dizer que no final se semana anterior a esse último, 2 filme ultrapassaram importantes marcas de bilheteria na América do Norte: Círculo de Fogo, US$100 milhões e o mega hit surpresa Guerra Mundial Z, US$200 mi.

No Resto do Mundo: Elysium ficou facilmente em 1° lugar, com US$21 milhões e um total de US$212 mi. Em 2° lugar ficou O Ataque (um filme muito bom cuja crítica sairá amanhã aqui no blog), com US$13 milhões. O total mundial do filme está em US$153 milhões, o que é péssimo considerando que seu orçamento foi de US$150 milhões. E em 3°, One Direction elevou seu total fora da América do Norte para US$26 milhões, o que é mais do que o filme concerto de Justin Bieber fez ao todo em 2011. Entretanto, o filme do One Direction não fará na América do Norte nem metade dos US$73 milhões que Bieber fez por lá.