quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Crítica: O Ataque


O diretor Roland Emerich é provavelmente o rei dos filmes desastre (aquele tipo de filme que foca em coisas sendo destruída), tendo no currículo Independence Day, O Dia Depois de Amanhã e 2012. Enquanto, em seu último filme, Roland destruiu o mundo todo, em O Ataque (White House Down, 2013) o diretor faz uma coisa mais minimalista: destruir a Casa Branca. Mas, não, O Ataque não é um filme desastre, mas sim um filme de ação muito bom.
O filme mostra um grupo de invasores na Casa Branca, e cabe ao herói da trama John Cale (Channing Tatum) que está na Casa no momento do ataque junto com sua filha, a proteger o presidente dos EUA, James Sawyer (Jamie Foxx) e, se possível, salvar o mundo de uma possível guerra nuclear que os invasores querem provocar.
Pela sinopse, já dá pra perceber que há vários clichês de filmes de ação aí, mas quando esses clichês são bem executados, de maneira a não deixar o espectador entediado, não há problema algum . É justamente esse o caso de O Ataque. O filme apresenta tudo de uma maneira divertida e ainda traz os protagonistas fazendo piadas (boas piadas) no meio de todo aquele caos. As cenas de ação são muito bem elaboradas, e, ainda que alguns efeitos especiais parecem um pouco falsos (nada que atrapalhe), o cenário da Casa Branca é muito bem explorado, nos conduzindo do quarto do presidente até o porão do lugar. Méritos para a competente direção de Roland.
Channing e Jamie dão ótimas atuações como os protagonistas. Eles tem uma fácil química em cena e, graças ao roteiro que usa um bom tempo apresentando os personagens ao invés de começar o ataque após os primeiros 10 minutos, estamos facilmente torcendo por eles. Elogios merecidos também ao vilão vingativo interpretado por James Woods, a filha de Channing interpretada por Joey King e a Maggie Gyllehaal como uma agente do Serviço Secreto.
O Ataque basicamente entende que quem vai assistir a esse tipo de filme busca uma diversão, algo descontraído. E é justamente isso que o filme oferece, e sem subestimar o espectador, achando que ele vai aplaudir por qualquer série de cenas de ação sem sentido com personagens para o qual você não liga a mínima, como muitos outros filme costumam fazer.

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