sábado, 16 de novembro de 2013

Crítica: Jogos Vorazes: Em Chamas


Excelente. Fantástico. Extremamente fiel ao livro. Um dos melhores filmes do ano. Praticamente perfeito. Tudo isso pode ser usado para descrever Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013).
Na sequência de Jogos Vorazes, os levantes contra a Capital do Panem crescem pelos distritos após a vitória de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson), que desafiaram o funcionamento dos Jogos e, de certa forma, a opressão do governo. Agora, ao mesmo tempo que Katniss sofre ameaças do Presidente Snow (Donald Shuterland), ela precisa tentar viver sua vida normalmente. Entretanto nada mais será como antes e  Snow tem uma pequena e desagradável surpresa para a edição desse ano, os 75° Jogos Vorazes e 3° Massacre Quartenário.
Em Chamas é melhor do que o filme anterior em todos os aspectos. E em grande parte devido ao roteiro que é praticamente idêntico ao excelente livro mais as atuações maravilhosas mais a ótima direção de Francis Lawrence. A protagonista Jennifer Lawrence é mais uma vez o destaque, sendo uma excepcional atriz interpretando uma das melhores personagens femininas que vemos por aí atualmente. Os dramas de Katniss são muito mais densos aqui e o filme nos presenteia com reviravoltas de tirar o fôlego e ótimas surpresas para quem não leu o livro (e para quem, como eu, já leu e já sabe o que vai acontecer, mesmo assim vai ficar extremamente feliz ao ver que tudo foi feito exatamente como deveria ter sido). E não é só a atuação de J-Law que vale destaque mas também Josh Hutcherson, Woody Harrelson (novamente ótimo como o treinador Haymitch), Elizabeth Banks (idem, como a exótica e fofa Effie Trinket),  Donald Shuterland (que ganha mais espaço nessa sequência e realmente se sai como o grande inimigo dessa vez). E há as adições ao elenco como Phillip Hoffman (como o novo idealizador dos Jogos), Sam Cliffin (como Finnick Odair, um personagem muito importante para o filme) e Jena Malone (como a divertida Johanna Mason).
Toda a parte pré-Jogos do filme, que dura a primeira uma hora e vinte do filme é maravilhosa e é onde se condensam os maiores debates e discussões sobre a opressão e a brutalidade da Capital. E a parte dos Jogos é igualmente excelente, com uma ótima arena que os tornam bem diferente dos do primeiro filme, assim como os efeitos especiais, bem mais caros e bem melhores.
Superior ao original em todos os aspectos, Em Chamas certamente agradará a todos: tanto os que leram e gostaram do livro de Suzanne Collins, quanto aqueles que não leram o livro. Altamente recomendado.

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