sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Crítica: Pecados Íntimos

Little Children

Pecados Íntimos (Little Children, 2006) é um filme baseado num livro de mesmo nome e que traz a história de Sarah Pierce (Kate Winslet), uma mulher de 30 anos, casada e com filha, mas infeliz no seu casamento e Brad Adamson (Patrick Wilson), pai de um garoto, desempregado e também infeliz no casamento. Os dois começam a se conhecer e já engatam uma ardente paixão. Mas, será mesmo que eles conseguiram levar esse romance adiante?
Kate Winslet está excelente como Sarah. A atriz, que não erra nunca em suas atuações, transforma sua personagem em alguém de fácil apreciação mas que ao mesmo tempo é real a ponto de ser rude com a sua filha porque ela já está cansada e quer um tempo para si mesma. Idem, Patrick Wilson com seu Brad. E um destque especial fica com Jackie Haley e sua interpretação como o pedófilo Ronnie McGorvey. Há duas cenas dele em especial que demosntram quem é o personagem. Se na cena da piscina, quando ele vai na piscina pública, cheia de crianças e imediatamente os pais e filhos saem todos correndo de lá e chamam a polícia, ficamos com dúvida se, de fato, ele não é apenas uma boa pessoa que cometeu um erro. A resposta vem marcante na cena de seu encontro com onde se vai grande parte da simpatia que poderíamos ter pelo personagem.
A medida que a história vai seguindo vamos cada vez mais entendendo os personagens. É fácil torcer para que Sarah e Brad fiquem juntos, já que ambos não são felizes em seus casamentos. São pessoas que tentam ser felizes mas ao mesmo tempo esquecem que às vezes é necessário sair de sua zona de conforto para tal. Se o final pode não ser o que gostaríamos de ver é provável que seja o mais coerente. Afinal, ambos se conformam e desistem de quebrar a realidade em que vivem. É mais fácil seguir por esse caminho, mesmo sabendo que a felicidade plena necessita uma coragem maior para transpor eventuais barreiras.
Pecados Intímos é um filme que certamente faz pensar. Ele te conta uma história simples, fácil de entender, mas com personagens tão complexos e realistas que é impossível não pensarmos na nossa própria realidade quando o filme acaba. E é por isso que ele é um filme excelente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário