sábado, 7 de dezembro de 2013

Crítica: Carrie, a Estranha


E que agradável surpresa foi este Carrie, a Estranha (Carrie, 2013). Eu esperava esse filme faz tempo, principalmente porque eu amo o livro e  torcia para que saísse coisa boa. Mas quanto eu vi que algumas críticas eram bem ruins, fiquei receoso. Felizmente, o filme é muio bom.
Clique aqui para ler uma sinopse de Carrie, que eu fiz numa postagem de Abril desse ano, onde também é possível ver o trailer.
Um dos maiores avanços desse filme em relação ao Carrie original de 1979, é as cenas da vingança de Carrie. Aqui elas são mais trabalhadas (devido a um bom orçamento de US$30 milhões), apesar de não durarem tanto quanto no livro. Ainda assim, nessa versão vemos uma Carrie que se diverte enquanto instaura o caos na formatura e mata as pessoas que a humilharam e fizeram de sua vida inteira um sofrimento. E nos, como espectadores, queremos ver isso: essas pessoas crueis morrendo (cada uma de uma forma diferente - queimadas, eletrocutadas, esmagadas, pisoteadas) por tudo de malvado que fizeram. Quanto as atuações, Chloe Moretz está muito bem. Ela não tem uma cara de tão coitadinha quanto a Sissy Spaceck no filme original, mas, ao contrário, sua Carrie parece ter uma força maior e tem total controle sobre os seus poderes e o que está fazendo. E Julianne Moore está excelente como Margareth White. Louca e exagerada (mas na medida certa para a personagem), até nos divertimos vendo ela em cena. Quanto ao elenco secundário, todos estão bem em seus papéis, especialmente Portia Doubleday como a nojenta Chris Hargensen, Alsen Elgort como Tommy Ross (o ator, em seu primeiro filme, encarna de fato o Tommy do livro - um personagem extremamente bom e adorável, e todas suas cenas com Carrie pré-sangue são de colocar um sorriso no rosto) e Judy Greer como a bondosa Sra. Desjardin, professora de ginástica (e que, diferentemente do livro, fica viva no final -  o que me agradou bastante).
A cena que abre o filme é algo totalmente novo, mostrando o parto de Carrie, com Margareth sozinha em casa. Isso intensifica o laço entre elas e nos faz crer realmente que Margareth ama Carrie (outra cena que faz isso é quando Margareth deita na cama de Carrie). E uma outra novidade que intensifica e deixa a cruel pegadinha na formatura ainda mais triste é o uso da tecnologia - no caso, as filmagens do incidente inicial do vestiário (muito bem feito, aliás, e sem nenhuma nudez) são exibidas em telões. Assim, Kimberly Peirce mostra o porque é uma ótima diretora.
Carrie, a Estranha é um filme ótimo. Eu sei que muitos o consideram de terror mas eu, particularmente, penso que é um drama colegial que estuda os personagens, nenhum unidimensional. E, por mais que essa minha opinião seja impopular, achei que este Carrie é melhor do que o dirigido por Brian DePalma. Assista, tire suas próprias conclusões mas, mesmo que você não ache esse filme melhor, tenho certeza que irá gostar dele.

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