domingo, 17 de agosto de 2014

Rá! Volteeeiiii!!!!

Olá, pessoas que leem este blog (que não são muitas, mas enfim)! Eu voltei! A partir dessa semana, o blog volta a ativa definitivamente! Teremos uma crítica, um post da série as grandes franquias e um post das bilheterias da semana! Pois é, o blog retorna!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Desculpas

Pois é, gente, tenho que pedir desculpas pela falta de atualizações aqui no blog. Prometo tentar reverter isso a partir de Julho. Continuem acessando e relendo postagens antigas enquanto isso. E aguardem o próximo mês.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Bilheterias: X-Men domina as bilheterias; Frozen se torna a quinta maior bilheteria da história

Voltando as postagens semanais sobre as bilheterias...
Na América do Norte: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido teve a segunda maior estreia da franquia por lá: US$91 milhões. Essa é uma ótima quantia e, se o filme se segurar tão bem quanto Wolverine- Imortal, sua bilheteria final será de US$228 milhões, um número excelente para uma franquia que já está no sétimo filme. Em 2° lugar, Godzilla teve uma queda enorme (de 67%) para um total de ótimos US$148 milhões. E em 3°, Juntos e Misturados,  mais uma comédia de Adam Sandler, dessa vez ao lado de Drew Barrymore, flopou com apenas US$14 milhões em sua estreia.

No Resto do Mundo: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido teve a melhor estreia internacional para a franquia até hoje, com US$171 milhões. Para se ter uma noção, a maior bilheteria fora da América do Norte de um filme dos mutantes ara a de Wolverine- Imortal, com US$282 milhões. Agora, X-Men: DDUFE deve passar dos US$450 milhões. Em 2°, Godzilla teve uma queda feia de 67% também, e fez mais US$34 milhões para uma quantia de US$166 mi fora dos E.U.A. Porém, isso demonstra que o filme não deverá passar muito da marca de US$300 milhões, a não ser que sua bilheteria na China e no Japão seja enorme. E em 3°, O Espetacular Homem-Aranha 2 fez mais US$11 milhões, para um total mundial de US$676 milhões.
Por último, Frozen- Uma Aventura Congelante ficou em primeiro lugar nas bilheterias japonesas pela 11° semana seguida (elevando seu total a US$193 milhões por lá), e, numa escala mundial, se tornou a maior bilheteria de um filme de 2013 (ultrapassando Homem de Ferro 3) e a quinta maior bilheteria da história, com US$1,22 bilhão.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crítica: O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro


O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro consegue ser tão bom quanto o primeiro. Novamente, Marc Webb e sua ótima direção trazem um filme com atuações excelentes, efeitos especiais e trilha sonora idem e cenas de ação até melhores que no primeiro.
Nessa continuação, Peter Parker (Andrew Garfield) tenta manter Gwen (Emma Stone) o mais longe possível de seus problemas como super-herói, mas não consegue muito. E com o surgimento de um novo vilão conhecido como Electro (Jamie Foxx) e a volta de um velho amigo Harry Osborn (), o Homem-Aranha terá muitos problemas pelo caminho.
O melhor do filme são as excelentes atuações de Andrew e Emma. Os dois sempre foram ótimos atores e aqui estão excepcionais em seus papéis, funcionando ainda melhor quando estão juntos, devido a química e charme que tem juntos. Palmas para o roteiro que acerta em cheio nas cenas do casal, tornado-as deliciosas de assistir e fazendo com que torçamos para que lancem um filme só sobre o romance de Peter e Gwen. Mas, entre as cenas dos dois juntos há várias cenas de ação. E elas são muito divertidas e de fato empolgam, além de contarem com os melhores efeitos especiais (e um ótimo 3D) que a franquia já teve com ótimas movimentações da câmera. Além disso, a trilha sonora complementa tudo muito bem.
Já sobre os vilões, temos três em ação. Só que um deles (o Rhino) só é apresentado aqui, para ser desenvolvido só no próximo Espetacular Homem-Aranha. Assim, os outros dois tem um bom tempo para se desenvolverem e agirem. Electro domina a maior parte do tempo e ele é um bom vilão, mas mais pro final é que vemos um vilão extremamente mal entrar em ação: o Duende Verde. A interpretação de é otima, mas o vilão é responsável pela pior decisão do roteiro (que eu não vou falar aqui para não dar Spoiler mas se quiser saber é só ler a postagem abaixo).
O Espetacular Homem-Aranha 2 é um ótimo filme de super-herói. Talvez até melhor que o primeiro no geral, ele é um acerto principalmente com seu elenco e secundariamente com seus efeitos visuais. Pena que o final não seja agradável, mas enfim... o filme é ótimo.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Comentários sobre a -MEGA SPOILER- de Espetacular Homem-Aranha 2

Pra você que ainda não viu O Espetacular Homem-Aranha 2 e não quer saber de um dos fatos mais importantes do filme não leia essa postagem. O SPOILER começa em 3,2,1...

*O FIM DE GWEN
Gwen Stacy morre. E eu quase morri quando vi sua morte no cinema. A cena foi tão surpreendente, porque você não espera que nenhum personagem principal morra no filme, que acabou sendo um choque. Ainda mais que a ótima e adorável Emma Stone era quem interpretava uma ótima e adorável Gwen Stacy. Cada minuto de filme em que ela está na tela é excelente e cada cena sua com seu namorado na vida real Andrew Garfield (o Homem-Aranha), era muito gostosa de se assistir. Portanto, a morte da personagem não só é chocante como é uma enorme tristeza e mágoa.

*A CENA EM SI
Gwen morre numa queda dentro de uma torre de relógio graças ao Duende Verde. Só que, enquanto ela caí em camêra lenta, vemos Peter Parker e sua teia indo em sua direção para tentar salvá-la. Mas não há tempo. Gwen bate com a cabeça no chão e Peter a abraça e chora e lamenta e pede para ela ficar com ele, porém ela já se foi. Mas enquanto ela está em cena ainda torcemos para que ela abra os olhos e esteja viva. Só que na cena seguinte, vemos Peter e a família de Gwen no seu enterro...

*PODERIA (E DEVERIA) TER SIDO EVITADO
A morte de Gwen poderia ter sido evitada. Tudo bem que a morte da personagem é algo que realmente aconteceu nos quadrinhos e o filme foi fiel nesse ponto, mas dada que Emma Stone é uma ótima atriz e sua Gwen era, ao lado do Peter de Garfield, a melhor coisa de O Espetacular Homem-Aranha, sua vida deveria ter sido poupada

*O LADO BOM (se é que há algo de bom nisso)
O lado bom é que Marc Webb (o diretor) mostrou ter coragem para tomar uma decisão dessas e pode inciar que a quadrilogia do Espetacular Homem-Aranha já tem todos seus planos traçados. A origem do Homem-Aranha e do Lagarto no primeiro filme, o surgimento de Rhino, Electro e Duende Verde, a entrada de Felicia (Gata Negra) no segundo, e a (possível) formação do Sexteto Sinistro e a entrada de Mary Jane no terceiro pode indicar que tudo de fato acabara no quarto, e que a trama dessa série já está bem estruturada. Resta saber quem interpretará a Mary Jane aliás. Afinal, depois de Emma Stone, será difícil uma MJ que consiga competir com o fantasma de Gwen, tanto para Peter quanto para nós, o público.

*O FUTURO
Gwen Stacy ainda poderia voltar a dar as caras em filme futuros. Cenas flashback inéditas ou o fantasma dela atormentando Peter seriam as formas mais prováveis de isso acontecer. Outra hipótese é trazer o vilão Carnificina, que, em um arco nas HQs, se transforma na Gwen. E outra é inventar um enredo em que alguém dentro da Oscorp crie uma máquina do tempo e Peter a use para salvar sua falecida amada.

*CONCLUSÃO
Emma Stone, você e sua Gwen Stacy vão fazer muuuuuuuuuita falta.

sábado, 26 de abril de 2014

Crítica: Divergente


O livro "Divergente", de Veronica Rooth, é de onde esse filme, de mesmo nome, é baseado. Com um ótimo elenco e uma ótima fonte de ideias, porém, o filme poderia ter ficado melhor.
Divergente conta a história de uma Boston pós-guerra, em que as pessoas agora se dividem entre cinco facções baseando-se na sua grande qualidade: Audácia  (Coragem), Abnegação (Altruísmo), Erudição (Inteligência), Franqueza (Verdade) e Amizade (Bondade). Assim, todo ano, os jovens que tem 16 anos devem fazer um teste para ver com qual facção combinam mais e, numa cerimônia, escolherem qual eles querem passar o resto da vida. E é nessa situação que se encontra a protagonista do filme, Beatrice Prior: o porém é o que o teste dela dá Divergente, ou seja, ela é capaz de driblar as simulações testes e tem aptidão para mais de uma facção: Abnegação, Erudição e Audácia. E é essa última que ela escolhe. Agora, Beatrice tem que fazer o possível para se adaptar a ela e passa pela iniciação para, então sim, ser parte dela.
O filme tem um grande trunfo nos seus dois protagonistas: Shailene Woodley e Theo James (que interpreta Quatro) dão ótimas atuações e combinam bem com seus papeis. Porém, se analisarmos em relação ao livro, muitos dos dramas de Tris, como Beatrice decide se chamar, são abordados um tanto superficialmente. Assim, enquanto a sua escolha na cerimônia, sua paisagem do medo e a morte de uma personagem importante para ela são bem feitas, outras não o são. O suícidio de Al, por exemplo, soa um tanto exagerado, já que, ao contrário do livro, o filme não mostra a grande amizade que havia entre ele e Tris. Ou o romance com Quatro que não tem muito tempo para se desenvolver a partir do momento em que começa até o final.
Mas vale elogiar também o clímax do filme, que coloca Jeanine (Kate Winslet, numa ótima atuação ideal para o papel) no campo de ação. Enquanto no livro ela só dá as ordens, no final de filme ela realmente se envolve com a luta, levando a um clímax mais tenso (mais "clímax", mesmo), do que do livro em que as coisas se resolvem um pouco mais facilmente e não há um grande embate Heróina contra Vilã no final. Para o livro, o final funciona perfeitamente mas para o filme talvez não funcionasse tão bem quanto o final escolhido.
Enfim, Divergente tem ótimas atuações e vai ser um bom entretenimento. É uma pena que não seja tão profundo em certos dramas como o livro e um pouco mais de fidelidade certamente ajudaria, mas ainda sim é um bom filme.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Capitão América 2 em 1° novamente; Rio 2 estreia em 2°

Na América do Norte: Contrariando as expectativas que apontavam Rio 2 como provável vencedor do final de semana, Capitão América 2: O Soldado Invernal (que é um excelente filme, crítica depois da Páscoa) ficou em primeiro lugar com mais US$41 milhões. Seu total é de US$159 milhões até agora e, se continuar nesse ritmo, o filme fará cerca de US$230 milhões de bilheteria final. Já Rio 2, que ficou em 2° lugar, fez US$39 milhões, o que é igual ao primeiro filme. Isso é um pouco desapontante, dado que se esperava uma estreia cerca de US$5 milhões maior pelo menos, mas ainda assim é um bom número já que o próximo grande filme de animação só estreia em Junho, e, portanto, sem concorrência nenhuma, Rio 2 deverá fazer pelo menos a bilheteria final do filme original (US$144 milhões). E em terceiro, o pequeno terror Oculus fez US$12 milhões, uma boa quantia para um filme que custou US$5 milhões.

No Resto do Mundo: Rio 2 ficou em primeiro com US$61 milhões, elevando seu total mundial para US$166 milhões. Em 2°, Capitão América 2: O Soldado Invernal fez mais US$61 milhões para um total mundial de US$480 milhões (o primeiro Capitão teve uma bilheteria final de US$370 milhões). Em 3°, Noé fez mais US$36 milhões, total mundial de US$248 mi. E vale destacar que Frozen se tornou a 8ª maior bilheteria da história, com US$1,113 bilhão. A animação continua a ser um sucesso gigante no Japão, teve feito mais US$9 milhões em seu quinto final de semana para um total de US$90 milhões por lá. Se continuar assim, Frozen pode passar dos US$180 milhões por lá.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Crítica: Rio 2


É uma pena que o primeiro Rio, que é um filme muito bom, tenha uma sequência tão ruim e, a melhor palavra para descrevê-la, chata. Longo demais, com personagens demais e uma história sem graça com poucas boas piadas resulta num filme que você conta os minutos para os créditos começarem.
Em Rio 2 (Rio 2, 2014), Blu, Jade e seus três filhos vão a Amazônia para encontrar com um grupo de ararinhas azuis que vivem lá. Enquanto a ideia de passar a sequência num lugar diferente do original seja boa (como Madagascar, em que cada filme é em um local), a execução é muito mal feita. A começar pela quantidade de personagens: por que é necessário que aqueles dois passarinhos do carnaval e aquele Tucano vão para a Amazônia? Afinal, já teria mais personagens novos para serem apresentados lá e as histórias desses três personagens são completamente inúteis, mal servindo de alívio cômico. Além disso, qual o sentido de levar os três filhos? Eles não acrescentam NADA ao desenvolvimento do filme e nem são personagens carismáticos que você gosta de ver na tela. Assim, com uma história velha de preservação ambiental; do sogro que não gosta do genro ;e do rival, melhor em tudo do que o protagonista, tentando conquistar o coração de sua namorada, o filme podia muito bem durar só uma hora.
Com quarenta minutos a mais que isso, e com uma enorme falta de humor, aventura, emoção ou qualquer coisa que não o tédio completo, Rio 2 é um experiência que esquece que o sentido de um filme e entreter. É provável que, ao contrário, todos os maiores de 10 anos se sintam completamente chateados com esse filme. É torcer para que Rio 3 tenha algumas mudanças radicias em relação a esse segundo filme ou, melhor ainda, que nunca saia do papel.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Crítica: Noé


Todos, até mesmo aqueles que nunca botaram a mão na Bíblia ou nunca pisaram numa Igreja, conhecem a tão difundida história de Noé: um homem que recebeu o aviso de Deus que Ele enviaria um grande dilúvio para varrer o mal da Terra. Assim, caberia a Noé construir uma enorme arca para abrigar um par de cada animal da Terra e sua família e assim Noé o fez.
Porém, é claro que o filme Noé (Noah, 2014) de Darren Aronofsky acrescenta mais coisas na história, que na Biblía dura apenas três páginas, mas que o tempo de tela é de mais de duas horas. E cada minuto dessas horas vale muito a pena, dado que Noé é um filme fantástico! Os visuais são grandiosos: a câmera pega várias tomadas de todo o plano e podemos ver grandes montanhas, mares, florestas, desertos... Complementando o visual, está o ótimo uso do 3D, que foi convertido na pós-produção (e nem foi exibido na América do Norte, Austrália e Reino Unido). Mas é óbvio que os visuais somente não fazem um filme, e aí entra as novidades na história tão conhecida, como seus problemas com seu filho Cam, a filha adotiva estéril Ila que não pode ter filhos, os Guardiões de Luz presos em pedra, e o principal: o sacrifício final que Deus pede a Noé. Esse último, aliado aos problemas com Cam e a própria crueldade da situação em que Noé está (afinal, ele não deve deixar mais ninguém entrar na arca e, portanto, exterminar quase que toda a raça humana- até os homens bons), garantem ao personagem biblíco e sua família uma grande profundidade psicológia e nos dá o princípio da dúvida: Noé está certo ou errado em fazer aquilo que Deus lhe pede? E sustentando tudo isso estão as ótimas atuações, em especial Russel Crowe como Noé e Jennifer Conelly como sua esposa Noema, mas também Ray Winstone, como Tubal-Caim, Logan Lerman como Cam e Anthony Hopkins como o avô de Noé.
Mesmo contando uma história tão conhecida, Noé consegue surpreender e entretém muito. Um excelente filme, com uma excelente direção de Aronofsky, que agradará até os que não acreditam na história que ele conta.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Noé e Capitão América tem ótimas estreias; Divergente continua forte; Frozen se torna a animação de maior bilheteria da História!

Na América do Norte: Noé estreou em primeiro lugar, com ótimos US$44 milhões. O filme é o segundo religioso a ter uma estreia  maior que US$25 milhões este ano (o primeiro sendo O Filho de Deus) e traz boas notícias para o próximo épico biblíco do ano: Êxodo: Deuses e Reis, de Ridley Scott, com lançamento previsto para Dezembro. Se Noé, que é dirigido por Darren Aronofsky se segurar bem, uma bilheteria de mais de US$130 milhões é bem possível (vale lembrar que a Páscoa certamente ajudará o filme).
Em 2° lugar, Divergente teve uma queda bem menor do que o esperado (53%), provavelmente devido a recepção boa que o filme tem tido do público, e fez mais US$26 milhões. Para se ter uma noção, a queda de Jogos Vorazes e Crepúsculo foi, ambas, de 62%.
Em 3°, Muppets: Procurados e Amados fez mais US$11 milhões, para um total de US$33 milhões. O 8° filme dos fantoches tem que fazer a maior quantia possível antes da estreia de Rio 2 desabar com a sua bilheteria.
E em 7°, Sabotagem, o mais novo de Arnold Schwarzenegger teve a pior estreia do ator em 29 anos (!) e fez apenas US$5 milhões.

No Resto do Mundo: Capitão América: O Soldado Invernal fez US$75 milhões em sua estreia em 32 mercados. Obviamente, o filme terá uma bilheteria internacional maior que a de Capitão América: O Primeiro Vingador, que fez apenas US$195 milhões fora da América do Norte. O mais novo filme da Marvel estreia no Brasil em 10 de Abril. Em 2° lugar, Noé fez mais US$32 milhões, o que inclui uma gigantesca estreia na Rússia, de US$17 milhões, a quarta maior na história. Rio 2 estreou com US$7 milhões no Brasil, a maior estreia no país para um filme de animação. E Frozen- Uma Aventura Congelante fez mais US$7,5 milhões no Japão, elevando seu total no país a incríveis US$50 milhões (e que devem passar de US$100 milhões até o final de sua corrida no país) e se tornou a maior bilheteria de uma animação na história, ultrapassando Toy Story 3 (US$1,063 bilhão). Frozen já tem US$1,072 bilhão arrecadado.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Divergente domina; Muppets não tão Procurados

Na América do Norte: Divergente estreou com ótimos US$55 milhões. O filme inspirado no livro para jovens adultos de sucesso não chegou aos pés de Jogos Vorazes (US$153 milhões- pedir isso de qualquer filme original é um absurdo, aliás) e também fez menos que Crepúsculo (US$70 milhões). Apesar disso, é um sucesso: além de Crepúsculo, Jogos Vorazes e Harry Potter e a Pedra Filosofal, essa é a única adaptação de um livro para jovens adultos a conseguir arrecadar uma quantia suficiente para garantir sequências. Todas as outras falharam de variadas formas: Eragon, Percy Jackson, A Hospedeira, Dezesseis Luas, Eu Sou o Número Quatro e Academia de Vampiros são só alguns exemplos. Sendo essa exceção, o estúdio Lionsgate/Summit com certeza está comemorando: além de Divergente, eles também estão por trás de Crepúsculo e Jogos Vorazes. Se Divergente se segurar como Jogos, sua bilheteria final será de US$148 milhões e é por aí que deverá ficar sua bilheteria final, talvez um pouco menos.
Em 2° lugar, outra estreia: o oitavo filme dos fantoches mais famosos do cinema, Os Muppets: Amados e Procurados não teve uma estreia muito boa, fazendo apenas US$17 milhões, o que é bem menor do que o sétimo filme, Os Muppets, fez em seu primeiro final de semana (US$29 milhões). Caso o filme se segure bem, pode ser que ele faça mais que US$50 milhões, o que seria a 2ª pior quantia para um filme dos Muppets ajustada pela inflação.
Em 3° lugar, As Aventuras de Mr. Peabody & Sherman fez mais US$12 milhões para um total de US$81 milhões até o momento.

No Resto do Mundo: Need For Speed - O Filme fez mais US$29 milhões. Apesar do fracasso na América do Norte, o filme está sendo um sucesso no resto do mundo o que provavelmente está fazendo a Disney respirar aliviada. Em 2°, 300: A Ascensão do Império fez mais US$21 milhões e em 3°, Noé teve uma ótima estreia em poucos países, com US$14 milhões.

terça-feira, 11 de março de 2014

300 conquista o primeiro lugar nas bilheterias!

Boletim Semanal das Bilheterias do Final de Semana de 7 a 9 de Março.
Na América do Norte: 300: A Ascensão do Império conquistou o primeiro lugar com uma quantia ainda maior que o esperado. O filme fez US$45 milhões o que é uma queda de 36% em relação a estreia do filme original, mas é um ótimo valor para uma sequência que demorou tanto tempo para ser feita. Se A Ascensão do Império se segurar tão bem quanto o primeiro filme, ele fará uma bilheteria final de US$134 milhões. Em 2° lugar, As Aventuras de Peabody & Sherman teve uma estreia um tanto fraca com US$32 milhões. Comparando com outras animações da DreamWorks que estrearam em Março, essa quantia é menor que Os Croods e Como Treinar o Seu Dragão (ambos com cerca de US$44 milhões). Entretanto, se Peabody se segurar bem, ele não será considerado um fracasso. Em 3°, Sem Escalas foi atingido pela estreia de 300 menos do que o esperado e fez ainda mais US$16 milhões, para um total de US$53 milhões. E em 4°, o mega hit Uma Aventura LEGO teve sua pior queda diante da estreia de Peabody (48%) e fez mais US$11 milhões, para um total de US$225 milhões.

No Resto do Mundo: 300: A Ascensão do Império fez uma ótima estreia com US$89 milhões. Se o filme se segurar como o primeiro 300 e estrear na China (país na qual o filme ainda não tem uma data marcada) é certeza que ele fará uma bilheteria internacional de pelo menos US$250 milhões. Em 2°, As Aventuras de Peabody & Sherman fez bons US$21 milhões e em 3°, Robocop fez mais US$15 milhões.

domingo, 9 de março de 2014

Crítica: 300: A Ascensão do Império


7 anos depois do primeiro 300 ter um final trágico e definitivo vem uma sequência. 300: A Ascensão do Império (300: Rise of an Empire, 2014) continua a história das guerras Greco-Pérsicas, dessa vez apresentando a Batalha de Salamina, que ocorreu antes, durante e após os eventos do filme original. E, no coração dessa batalha, está a comandante naval persa, Artemísia, o grande destaque dessa sequência.
O filme é bem simples e bobo. Não há muito uma história, mas nem por isso ele não diverte. Ainda que seja um filme que não precisava ter sido feito (300 não pedia uma continuação), é legal vermos batalhas épicas e centenas de litros de sangue computadorizados sendo espirrados na tela (e aí que está a graça de vê-lo em 3D- além da profundidade que deixa algumas cenas bem mais épicas). Mas não se preocupe com a violência: na grande maioria dos casos ela é estilizada e bem irreal mesmo (no mesmo estilo de estilização do primeiro 300).Uma boa direção de Noam Murro merece os créditos por isso. O protagonista do filme, Sullivan Sepleton, cumpre bem seu papel como o General Temístocles. Os personagens coadjuvantes também, como a Rainha Gorgo (Lena Headey) e Xerxes (Rodrigo Santoro), em pequenas aparições.
Mas, o ponto alto desse filme é Eva Green. A atriz interpreta a vilã Artemísia de uma maneira louca, malvada, feroz, e por isso você até torce por ela. As falas da personagem são muito boas (como as de todo o filme, em geral, com uma certa épica), mas o que faz a diferença é mesmo o jeito que Eva dá a sua Artemísia, de modo que se, como erroneamente divulgado em 2011, o título desse filme realmente tivesse sido 300: A Batalha de Artemísia, seria com todo o merecimento. E a vilã ainda protagoniza a cena de sexo mais selvagem de um filme (ao lado de Temístocles).
Ainda que não seja nada mais que um filme simples, 300: A Ascensão do Império diverte com batalhas épicas, montes de violência e sangue estilizados, um bom 3D e a sensacional Artemísia de Eva Green.

terça-feira, 4 de março de 2014

Neeson, Jesus, Frozen, Lego, Pompeia: os destaques das bilheterias

Boletim Semanal das Bilheterias do Fim de Semana de 28 de Fevereiro a 2 de Março.
Na América do Norte: O mais novo filme de Liam Neeson, Sem Escalas, teve uma ótima estreia. O filme fez US$29 milhões em sua estreia. Isso significa que ele terá uma bilheteria final de mais de US$80 milhões, o que é bem maior do que os outros filmes de ação de Neeson fora da franquia Busca Implacável. Em 2° lugar, a estreia Filho de Deus, filme sobre a vida de Jesus, fez US$26 milhões. Não há muitos filmes religiosos sendo lançados ultimamente, portanto fica dificil comparar, mas essa quantia é ótima, principalmente se levarmos em conta que Filho de Deus é composto somente por cenas já transmitidas na TV na série A Bíblia, levada ao ar pelo History Channel. E em 3° lugar, Uma Aventura LEGO fez mais US$21 milhões, elevando seu total para US$209 milhões. Se o filme continuar se segurando bem, há uma chance que ele ultrapasse a incrível quantia de US$300 milhões! Vale notar que nessa próxima sexta estreia As Aventuras de Peabody e Sherman. Entretanto, com o mega sucesso de duas outras aventuras recentemente (Frozen - Uma Aventura Congelante e LEGO), que juntas fizeram mais de US$595 milhões, pode ser que ele seja uma nova decepção para a DreamWorks.

No Resto do Mundo: Em primeiro lugar, Robocop fez US$30 milhões, elevando seu total mundial para US$187 milhões. Em 2°, Uma Aventura LEGO arrecadou mais US$21 milhões para um total mundial de US$330 mi. Em 3°, Pompeia fez mais US$16 milhões, para um total mundial de US$65 milhões. O filme está se mostrando forte fora da América do Norte e, portanto, ele pode fazer uma bilheteria final de US$150 milhões.
E Frozen fez US$7 milhões, ultrapassando a marca do bilhão mundialmente. Daqui a pouco ele deve ultrapassar Toy Story 3 para se tornar a maior bilheteria de animação da história.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Frozen derrota O Rei Leão e ultrapassa o US$1 bilhão

Esse foi um excelente domingo para Frozen - Uma Aventura Congelante. O 53° Clássico Disney venceu dois Oscars: o de Melhor Filme de Animação e o de Melhor Música Original (para "Let it Go", interpretada por Idina Mendzel). E, além disso, ultrapassou a marca de US$1 bilhão nas bilheterias. Assim, o filme tomou de O Rei Leão (US$987 milhões), o título de maior bilheteria da Walt Disney Animation Studios.
Na América do Norte, Frozen já faturou US$389 milhões, a 4ª maior quantia para um filme de animação e 19ª no geral. O filme ainda está em cartaz e ainda está no top 10 das maiores bilheterias da semana (mesmo já estando em sua 15ª semana). Portanto, ele ainda deve arrecadar mais uns US$12 milhões antes de sair dos cinemas.
No Resto do Mundo, Frozen já fez US$611 milhões, a 4ª maior quantia para um filme de animação e 25ª no geral. O filme ainda está em cartaz em muitos países e ainda nem estreou no Japão (estreia que só ocorre dia 14). Levando em conta como os japoneses gostam tanto de animações quanto de musicais, é certeza que ele ultrapassará a bilheteria mundial de Toy Story 3 (US$1,063 bilhão) para se tornar a maior bilheteria de animação da história.
Frozen foi o 18° filme a ultrapassar o bilhão e apenas o 4° filme original a fazer isso sem a ajuda de um relançamento (os outros são Titanic, Avatar e Alice no País das Maravilhas). Com toda certeza, Frozen é a bilheteria mais impressionante dos últimos tempos.

sábado, 1 de março de 2014

Crítica: Sem Escalas


Sem Escalas (Non-Stop, 2014) cumpre tudo aquilo que promete. Vendo o trailer, você espera um thriller empolgante e divertido de assistir, que te prende, protagonizado por Liam Neeson com Julianne Moore interpretando uma coadjuvante. E é isso que você ganha assistindo a esse filme.
Na trama, Neeson interpreta um Agente Aéreo chamado Bill Marks, responsável por embarcar disfarçado e garantir a segurança do voo. Entretanto, numa viagem para Londres, Bill recebe mensagens de alguém ameaçando matar um passageiro do avião a cada vinte minutos se US$150 milhões não forem depositados numa certa conta. Agora, a 30 mil pés de altura, cabe ao agente impedir que mortes aconteçam e descobrir quem é o responsável pelas ameaças.
A sinopse do filme é verdadeiramente ótima: afinal, se trata de um mistério num espaço confinado em que o culpado é alguma daquelas pessoas que aparecem na tela. E é difícil você desviar a atenção do filme, que acaba sendo bastante imersivo. Qualquer personagem pode ser o culpado e até a revelação você fica tentando adivinhar quem é. Ponto para a direção de Jaume Collet-Serra
Não é nem preciso falar sobre a atuação de Liam Neeson. Assim como em Busca Implacável 1 e 2 e Desconhecido, ele é o ator certo para esses filmes de ação dando uma enorme profundidade a personagens que, interpretados por outros atores poderiam soar superficiais. Em Sem Escalas isso também acontece, e ainda temos a sempre ótima Julianne Moore num papel coadjuvante.
Por mais que haja momentos inacreditáveis no filme, Sem Escalas é um ótimo entretenimento. Sem megas pretensões, ele consegue o que vários outros filme de grandes pretensões não: divertir e prender o espectador.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Crítica: Pompeia


Em 79 d.C., no dia 24 de Agosto, o vulcão Vesúvio entrou em atividade, matando praticamente todos os 16 mil habitantes da cidade que ficava aos seus pés, Pompeia, na Itália. No meio dessa tragédia, estava um escravo celta chamado Milo (Kit Harington), que fora obrigado a tornar-se gladiador para sobreviver. Milo tem a missão de resgatar sua amada Cassia (Emily Browning), filha de um rico mercador e enfrentar o terrível Senador Romano Corvo (Kiefer Shuterland) que assassinou toda sua família quando ele era pequeno.
Bem, tirando a parte da erupção que realmente aconteceu, o resto é tudo ficção do filme Pompeia (Pompeii, 2014), dirigido por Paul W. S. Anderson. E é impressionante o cuidado técnico que o diretor teve. A cidade de Pompeia é mostrada em tantos detalhes que é fácil se sentir nela. O vulcão, a mansão, a arena, o porto, todos os pontos principais da história são muito detalhados. E o uso do 3D é excelente, um dos melhores que já vi. Anderson usa muito bem a profundidade de planos, além de saber quando fica legal atirar uma pedra, cinzas ou fumaça no rosto do espectador.
Quanto a parte dramática, toda a parte pré-desastre acaba criando muita simpatia dos espectadores por Milo, Cassia e Ático. As lutas na arena são maravilhosamente encenadas e os conflitos e motivos dos personagens também. Quando o desastre começa, retratado com realidade, é impossível não se preocupar com os protagonistas, por mais quieto que Milo seja, por exemplo. Ainda que haja muitos clichês no filme (é fácil criar muitas relações de Pompeia com o Titanic de James Cameron), eles são bem utilizados e os roteiristas souberam escrever uma história que prende a atenção, com os diversos problemas que os protagonistas enfrentam enquanto toda Pompeia entra em colapso. E tem o final, que me emocionou muito.
Pompeia consegue utilizar muito bem os clichês e tem uma parte técnica excelente. Você torce e se envolve com os protagonistas, sendo um entretenimento ótimo. Assista. Vale muito a pena.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Crítica: Uma Aventura LEGO


O universo de LEGO é composto por diversos mundos, entretanto eles não podem se misturar desde que o poderoso e malvado Senhor Negócios impôs para si o controle do mundo. O terrível vilão quer que tudo fique como está, sem mudanças, sem mistura de peças e para isso usará de uma grande arma: a Kluca (também conhecida como Cola Instantânea). E quem pode salvar o mundo de Negócios? Bem, segundo uma profecia do mago Vitruvius, será uma corajosa, destemida e ESPECIAL pessoa que encontrará a Peça da Resistência. Entretanto quem acaba topando acidentalmente com ela é um zé-ninguém chamado Ernett que, agora, ao lado da esperta MaisEstilo, Vitruvius, Batman, Barba Metálica, Uni-Gata e um cara do espaço de 1980-e-alguma-coisa, terá que salvar o mundo e deter Negócios.
Em Uma Aventura LEGO o foco principal é o humor. O filme é hilário, com uma piada por minuto, do tipo que satisfará tanto as crianças quanto os adultos (há boas doses tanto de comédia mais pastelão quanto piadas irônicas). O filme esbanja visões coloridos e belos em sua animação, bem diferente do CGI tradicional que povoa quase todas as animações hoje em dia. Afinal, tudo é feito de peças de LEGO, desde os personagens com "mãos de garra" até a água. Outra diferença é a surpreendente e muito bem feita reviravolta lá mais pelo final do filme (da qual eu não falo mais nada para não estragar a surpresa). Parabéns aos diretores e roteiristas Phil Lord e Chris Miller (responsáveis também por outro filme hilário, Anjos da Lei).
Para completar Uma Aventura LEGO traz personagens muito carismáticos e um protagonista que foge do tradicional. Ernett é pessimista, não acredita em si mesmo e não se destaca em nada do seu dia-a-dia (diferente de muitos personagens de animação). As aparições de personagens famosos também divertem (além de Batman, que é um dos personagens importantes da história, temos Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Gandalf, Dumbledore, Shaquille O'Neal, Shakespeare, Tartarugas Ninja e o pessoal de Star Wars), todas bem justificadas na trama (e que garantem boas piadas). E o 3D e a dublagem brasileira (infelizmente não havia sessões legendadas na minha cidade) são bons, sim.
Ao final da sessão, você terá se divertido muito, terá uma boa mensagem para pensar (diferenças são legais, e é o que tornam as pessoas especiais), terá uma música viciante para cantarolar ("Tudo é Incrível!!!") e ainda terá vontade de brincar com LEGO. O que mais você poderia querer de um filme?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Estreia incrível para LEGO; Frozen passa os US$900 milhões

Na América do Norte: Ninguém duvidava que Uma Aventura LEGO fosse ser um mega sucesso. E o filme foi, fazendo incríveis US$69 milhões em sua estreia. Esse valor é resultado de uma ótima e hilária campanha de marketing aliada a uma das marcas mais famosas do mundo (quem nunca brincou com LEGO?) e utilizando personagens bem conhecidos da Warner Bros. (como Batman e Superman). Uma Aventura LEGO teve a quinta maior estreia para um filme de animação original e a segunda maior estreia para um mês de Fevereiro (atrás apenas de A Paixão de Cristo).
Em segundo lugar, Caçadores de Obras Primas, filme protagonizado por George Clooney e Matt Damon e dirigido pelo primeiro, teve uma ótima estreia também com US$22 milhões (similar a outros sucessos de público mais velho como Capitão Philips e Argo). Em terceiro, a comédia Ride Along fez mais US$10 milhões e passou da marca dos US$100 milhões. E em quarto, Frozen - Uma Aventura Congelante teve uma queda muito menor do que o esperado, fazendo mais US$7 milhões (uma queda de apenas 23%), mesmo tento enfrentado a estreia de LEGO.

No Resto do Mundo: Em primeiro, Frozen - Uma Aventura Congelante fez mais US$24 milhões (incluindo uma ótima estreia de US$14 milhões na China), e alcançou um total de US$913 milhões até o momento. Se Frozen continuar nesse ritmo, logo, logo, ele alcançará o bilhão. Em segundo, o remake de Robocop fez bons US$20 milhões e em terceiro Uma Aventura LEGO teve uma estreia de US$18 milhões.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crítica: Álbum de Família


Álbum de Família (August: Osage County, 2013) apresenta alguns dramas familiares bem reais, deve-se dizer. São vários problemas enfrentados pela família encabeçada pela matriarca (Meryl Streep), principalmente após toda a família se reunir na casa da mãe por causa do recém desaparecimento (e falecimento) do pai. Por  isso, ao assistir o filme você provavelmente vai se identificar com um dos problemas enfrentados pela família (morte, divórcio, brigas) e também vai ver problemas menos convencionais (segredos escondidos por décadas, vício em drogas, uma quase pedofilia). Todos esses problemas estão numa família só, vale dizer, e todos atingem o seu auge nesse encontro de família.
Enquanto pode soar um pouco irreal todos esses problemas numa família só e a revelação sobre Charles meio que ter vindo de lugar nenhum, por exemplo, como em novelas, o filme consegue entreter com cenas excelentes. O primeiro almoço após a morte do pai com todos reunidos em volta da mesma mesa é talvez a melhor cena do filme (e a mais longa, também). Ali nós, espectadores, conseguimos ver as personalidades de cada um e como tudo acaba terminando num caos completo. Além dessa, outras cenas que valem o destaque são a conversa de noite das três irmãs na parte de fora da casa (depois juntadas pela mãe) e uma das cenas finais, o almoço do peixe-gato, que faz rir e emociona ao mesmo tempo. Para lidar com cenas como essas, muito bem escritas, vem um elenco basicamente impecável. Meryl Streep está perfeita (como se precisasse dizer) e Julia Roberts dá sua melhor atuação há muito (e fica a torcida para que a chamem para mais papéis de qualidade - afinal, ela é uma grande atriz). Mas não são só as duas indicadas ao Oscar que arrasam. Todos conseguem performances sensacionais e convencem em seus dramas.
Álbum de Família pode até ter dramas demais para uma única família, mas com algumas cenas chave e com atuações ótimas, com certeza acaba agradando.