sábado, 22 de fevereiro de 2014

Crítica: Pompeia


Em 79 d.C., no dia 24 de Agosto, o vulcão Vesúvio entrou em atividade, matando praticamente todos os 16 mil habitantes da cidade que ficava aos seus pés, Pompeia, na Itália. No meio dessa tragédia, estava um escravo celta chamado Milo (Kit Harington), que fora obrigado a tornar-se gladiador para sobreviver. Milo tem a missão de resgatar sua amada Cassia (Emily Browning), filha de um rico mercador e enfrentar o terrível Senador Romano Corvo (Kiefer Shuterland) que assassinou toda sua família quando ele era pequeno.
Bem, tirando a parte da erupção que realmente aconteceu, o resto é tudo ficção do filme Pompeia (Pompeii, 2014), dirigido por Paul W. S. Anderson. E é impressionante o cuidado técnico que o diretor teve. A cidade de Pompeia é mostrada em tantos detalhes que é fácil se sentir nela. O vulcão, a mansão, a arena, o porto, todos os pontos principais da história são muito detalhados. E o uso do 3D é excelente, um dos melhores que já vi. Anderson usa muito bem a profundidade de planos, além de saber quando fica legal atirar uma pedra, cinzas ou fumaça no rosto do espectador.
Quanto a parte dramática, toda a parte pré-desastre acaba criando muita simpatia dos espectadores por Milo, Cassia e Ático. As lutas na arena são maravilhosamente encenadas e os conflitos e motivos dos personagens também. Quando o desastre começa, retratado com realidade, é impossível não se preocupar com os protagonistas, por mais quieto que Milo seja, por exemplo. Ainda que haja muitos clichês no filme (é fácil criar muitas relações de Pompeia com o Titanic de James Cameron), eles são bem utilizados e os roteiristas souberam escrever uma história que prende a atenção, com os diversos problemas que os protagonistas enfrentam enquanto toda Pompeia entra em colapso. E tem o final, que me emocionou muito.
Pompeia consegue utilizar muito bem os clichês e tem uma parte técnica excelente. Você torce e se envolve com os protagonistas, sendo um entretenimento ótimo. Assista. Vale muito a pena.

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