domingo, 16 de fevereiro de 2014

Crítica: Uma Aventura LEGO


O universo de LEGO é composto por diversos mundos, entretanto eles não podem se misturar desde que o poderoso e malvado Senhor Negócios impôs para si o controle do mundo. O terrível vilão quer que tudo fique como está, sem mudanças, sem mistura de peças e para isso usará de uma grande arma: a Kluca (também conhecida como Cola Instantânea). E quem pode salvar o mundo de Negócios? Bem, segundo uma profecia do mago Vitruvius, será uma corajosa, destemida e ESPECIAL pessoa que encontrará a Peça da Resistência. Entretanto quem acaba topando acidentalmente com ela é um zé-ninguém chamado Ernett que, agora, ao lado da esperta MaisEstilo, Vitruvius, Batman, Barba Metálica, Uni-Gata e um cara do espaço de 1980-e-alguma-coisa, terá que salvar o mundo e deter Negócios.
Em Uma Aventura LEGO o foco principal é o humor. O filme é hilário, com uma piada por minuto, do tipo que satisfará tanto as crianças quanto os adultos (há boas doses tanto de comédia mais pastelão quanto piadas irônicas). O filme esbanja visões coloridos e belos em sua animação, bem diferente do CGI tradicional que povoa quase todas as animações hoje em dia. Afinal, tudo é feito de peças de LEGO, desde os personagens com "mãos de garra" até a água. Outra diferença é a surpreendente e muito bem feita reviravolta lá mais pelo final do filme (da qual eu não falo mais nada para não estragar a surpresa). Parabéns aos diretores e roteiristas Phil Lord e Chris Miller (responsáveis também por outro filme hilário, Anjos da Lei).
Para completar Uma Aventura LEGO traz personagens muito carismáticos e um protagonista que foge do tradicional. Ernett é pessimista, não acredita em si mesmo e não se destaca em nada do seu dia-a-dia (diferente de muitos personagens de animação). As aparições de personagens famosos também divertem (além de Batman, que é um dos personagens importantes da história, temos Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Gandalf, Dumbledore, Shaquille O'Neal, Shakespeare, Tartarugas Ninja e o pessoal de Star Wars), todas bem justificadas na trama (e que garantem boas piadas). E o 3D e a dublagem brasileira (infelizmente não havia sessões legendadas na minha cidade) são bons, sim.
Ao final da sessão, você terá se divertido muito, terá uma boa mensagem para pensar (diferenças são legais, e é o que tornam as pessoas especiais), terá uma música viciante para cantarolar ("Tudo é Incrível!!!") e ainda terá vontade de brincar com LEGO. O que mais você poderia querer de um filme?

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