sábado, 26 de abril de 2014

Crítica: Divergente


O livro "Divergente", de Veronica Rooth, é de onde esse filme, de mesmo nome, é baseado. Com um ótimo elenco e uma ótima fonte de ideias, porém, o filme poderia ter ficado melhor.
Divergente conta a história de uma Boston pós-guerra, em que as pessoas agora se dividem entre cinco facções baseando-se na sua grande qualidade: Audácia  (Coragem), Abnegação (Altruísmo), Erudição (Inteligência), Franqueza (Verdade) e Amizade (Bondade). Assim, todo ano, os jovens que tem 16 anos devem fazer um teste para ver com qual facção combinam mais e, numa cerimônia, escolherem qual eles querem passar o resto da vida. E é nessa situação que se encontra a protagonista do filme, Beatrice Prior: o porém é o que o teste dela dá Divergente, ou seja, ela é capaz de driblar as simulações testes e tem aptidão para mais de uma facção: Abnegação, Erudição e Audácia. E é essa última que ela escolhe. Agora, Beatrice tem que fazer o possível para se adaptar a ela e passa pela iniciação para, então sim, ser parte dela.
O filme tem um grande trunfo nos seus dois protagonistas: Shailene Woodley e Theo James (que interpreta Quatro) dão ótimas atuações e combinam bem com seus papeis. Porém, se analisarmos em relação ao livro, muitos dos dramas de Tris, como Beatrice decide se chamar, são abordados um tanto superficialmente. Assim, enquanto a sua escolha na cerimônia, sua paisagem do medo e a morte de uma personagem importante para ela são bem feitas, outras não o são. O suícidio de Al, por exemplo, soa um tanto exagerado, já que, ao contrário do livro, o filme não mostra a grande amizade que havia entre ele e Tris. Ou o romance com Quatro que não tem muito tempo para se desenvolver a partir do momento em que começa até o final.
Mas vale elogiar também o clímax do filme, que coloca Jeanine (Kate Winslet, numa ótima atuação ideal para o papel) no campo de ação. Enquanto no livro ela só dá as ordens, no final de filme ela realmente se envolve com a luta, levando a um clímax mais tenso (mais "clímax", mesmo), do que do livro em que as coisas se resolvem um pouco mais facilmente e não há um grande embate Heróina contra Vilã no final. Para o livro, o final funciona perfeitamente mas para o filme talvez não funcionasse tão bem quanto o final escolhido.
Enfim, Divergente tem ótimas atuações e vai ser um bom entretenimento. É uma pena que não seja tão profundo em certos dramas como o livro e um pouco mais de fidelidade certamente ajudaria, mas ainda sim é um bom filme.

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