quinta-feira, 10 de abril de 2014

Crítica: Noé


Todos, até mesmo aqueles que nunca botaram a mão na Bíblia ou nunca pisaram numa Igreja, conhecem a tão difundida história de Noé: um homem que recebeu o aviso de Deus que Ele enviaria um grande dilúvio para varrer o mal da Terra. Assim, caberia a Noé construir uma enorme arca para abrigar um par de cada animal da Terra e sua família e assim Noé o fez.
Porém, é claro que o filme Noé (Noah, 2014) de Darren Aronofsky acrescenta mais coisas na história, que na Biblía dura apenas três páginas, mas que o tempo de tela é de mais de duas horas. E cada minuto dessas horas vale muito a pena, dado que Noé é um filme fantástico! Os visuais são grandiosos: a câmera pega várias tomadas de todo o plano e podemos ver grandes montanhas, mares, florestas, desertos... Complementando o visual, está o ótimo uso do 3D, que foi convertido na pós-produção (e nem foi exibido na América do Norte, Austrália e Reino Unido). Mas é óbvio que os visuais somente não fazem um filme, e aí entra as novidades na história tão conhecida, como seus problemas com seu filho Cam, a filha adotiva estéril Ila que não pode ter filhos, os Guardiões de Luz presos em pedra, e o principal: o sacrifício final que Deus pede a Noé. Esse último, aliado aos problemas com Cam e a própria crueldade da situação em que Noé está (afinal, ele não deve deixar mais ninguém entrar na arca e, portanto, exterminar quase que toda a raça humana- até os homens bons), garantem ao personagem biblíco e sua família uma grande profundidade psicológia e nos dá o princípio da dúvida: Noé está certo ou errado em fazer aquilo que Deus lhe pede? E sustentando tudo isso estão as ótimas atuações, em especial Russel Crowe como Noé e Jennifer Conelly como sua esposa Noema, mas também Ray Winstone, como Tubal-Caim, Logan Lerman como Cam e Anthony Hopkins como o avô de Noé.
Mesmo contando uma história tão conhecida, Noé consegue surpreender e entretém muito. Um excelente filme, com uma excelente direção de Aronofsky, que agradará até os que não acreditam na história que ele conta.

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