sexta-feira, 11 de abril de 2014

Crítica: Rio 2


É uma pena que o primeiro Rio, que é um filme muito bom, tenha uma sequência tão ruim e, a melhor palavra para descrevê-la, chata. Longo demais, com personagens demais e uma história sem graça com poucas boas piadas resulta num filme que você conta os minutos para os créditos começarem.
Em Rio 2 (Rio 2, 2014), Blu, Jade e seus três filhos vão a Amazônia para encontrar com um grupo de ararinhas azuis que vivem lá. Enquanto a ideia de passar a sequência num lugar diferente do original seja boa (como Madagascar, em que cada filme é em um local), a execução é muito mal feita. A começar pela quantidade de personagens: por que é necessário que aqueles dois passarinhos do carnaval e aquele Tucano vão para a Amazônia? Afinal, já teria mais personagens novos para serem apresentados lá e as histórias desses três personagens são completamente inúteis, mal servindo de alívio cômico. Além disso, qual o sentido de levar os três filhos? Eles não acrescentam NADA ao desenvolvimento do filme e nem são personagens carismáticos que você gosta de ver na tela. Assim, com uma história velha de preservação ambiental; do sogro que não gosta do genro ;e do rival, melhor em tudo do que o protagonista, tentando conquistar o coração de sua namorada, o filme podia muito bem durar só uma hora.
Com quarenta minutos a mais que isso, e com uma enorme falta de humor, aventura, emoção ou qualquer coisa que não o tédio completo, Rio 2 é um experiência que esquece que o sentido de um filme e entreter. É provável que, ao contrário, todos os maiores de 10 anos se sintam completamente chateados com esse filme. É torcer para que Rio 3 tenha algumas mudanças radicias em relação a esse segundo filme ou, melhor ainda, que nunca saia do papel.

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